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  • segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

    #CONSTRUÇÃO » Mais uma ponte sobre o lago de Brasília

    Carros na Barragem do Paranoá, inicialmente construída apenas para permitir vistorias e manutenções na usina hidrelétrica local. Nova ponte ligaria a DF-001 à Estrada Parque Dom Bosco


    Paranoá e Itapoã têm 109 mil habitantes, mas esse volume não era esperado quando a via foi finalizada


    "A ponte é uma obra que vai resolver uma demanda do presente e se antecipa a um problema do futuro tanto do ponto de vista do trânsito, quanto da segurança da barragem" (Henrique Luduvice, diretor-geral do DER)

    O Lago Paranoá terá mais uma ponte sobre o espelho d’água. A obra será erguida ao lado da barragem do Paranoá e ligará a DF-001 à Estrada Parque Dom Bosco (EPDB). Dois fatores pesaram na decisão do Governo do Distrito Federal (GDF). Em relatório entregue em junho ao Departamento de Estradas de Rodagem (DER-DF), a Companhia Energética de Brasília (CEB) expressou preocupação com o expressivo aumento do tráfego de veículos na via sobre a barragem — construída, inicialmente, para possibilitar vistorias na Usina Hidrelétrica do Paranoá. O outro motivo diz respeito à necessidade de melhorar o trânsito no local, que está saturado.

    A usina da região tem capacidade de geração de 24MW. Isso corresponde a 2% da carga do DF ou metade da necessidade de uma cidade do porte do Guará (48MW). Quando o represamento do lago foi concluído, no início dos anos 1960 (leia Para saber mais), não se imaginava que o assentamento dos candangos responsáveis pela obra viraria uma cidade — o Paranoá — e que, depois dela, viriam o Itapoã e os inúmeros condomínios na região. Assim, a via que seria usada apenas para permitir a manutenção da usina hidrelétrica se transformou em uma das principais ligações entre essas regiões administrativas e o Plano Piloto, onde a maioria da população trabalha.

    O diretor-geral da CEB Geração, Paulo Afonso Teixeira Machado, diz que a preocupação com o fluxo de veículos — que chega a 20 mil por dia segundo o DER — na área se deve a vários fatores. “A pista não foi projetada para receber esse tanto de carro. Até engarrafamento tem em cima da barragem, e nos preocupa o risco de acidentes de trânsito que possam comprometer, por exemplo, o vertedouro, a abertura por meio da qual controlamos o nível de água”, explica. Machado cita ainda as fissuras no asfalto que aumentam o risco de infiltração. “O DER faz a manutenção periódica da massa asfáltica. Quanto maior o trânsito, maior é o desgaste. Queremos evitar riscos e comprometimentos da segurança da barragem relacionados ao trânsito intenso que se apresenta ali”, defende.

    A pesquisa mais recente da Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan) aponta que Paranoá e Itapoã, juntos, abrigam 109 mil habitantes. Segundo Henrique Luduvice, diretor-geral do DER, o trânsito no local ficará ainda mais sobrecarregado com a implantação de pelo menos três projetos do governo para a região: o Itapoã Parque, o Paranoá Parque — conjuntos habitacionais do programa Morar Bem — e a instalação do Polo Tecnológico. “A ponte é uma obra que vai resolver uma demanda do presente e se antecipa a um problema do futuro tanto do ponto de vista do trânsito, quanto da segurança da barragem”, diz.

    Concurso
    O modelo da ponte e o local exato serão escolhidos por meio de um concurso nacional promovido pelo governo, em parceria com o Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB-DF). “A ideia é que o vencedor seja contratado para fazer o projeto executivo. Queremos lançar o edital no começo do próximo ano. Será na modalidade licitação, como prevê a lei nº 8.666”, esclarece Luduvice. Ainda não há prazo para o início das obras. “Vamos buscar recursos junto ao governo federal para executar a ponte. Para isso, precisamos, primeiramente, ter um projeto. É isso que vamos fazer agora”, planeja.

    Conselheiro do IAB-DF, Célio Melis Júnior avalia que esse tipo de concurso é a forma mais transparente que o governo poderia escolher para conseguir o melhor tipo de proposta para a construção. “Vemos tantas discussões de aditivos de contrato em obras públicas, e a gênese está justamente na falta de um projeto completo: o básico e o executivo. Estamos tentando eliminar a figura do básico e brigando para que seja entregue o executivo. Isso permite reduzir as chances de alterações no plano inicial e o consequente aumento de gastos”, detalha.

    Segundo Célio Melis, quando o governo organizar as informações básicas do edital, o IAB-DF precisará de cerca de três meses para organizar, divulgar, receber as propostas e julgar os trabalhos inscritos. Passada essa fase, o vencedor terá um prazo extra para elaborar o projeto executivo a ser entregue ao GDF. “Dependendo do edital elaborado, o projeto final pode ter até estimativa de custo da obra. Quanto mais sofisticado o modelo, menor a margem de erro e menores os riscos de haver aditivos na hora de construir”, finaliza.

    20 mil
    Quantidade de carros que passam pela barragem do Paranoá diariamente

    "A pista não foi projetada para receber esse tanto de carro. Até engarrafamento tem em cima da barragem, e nos preocupa o risco de acidentes de trânsito que possam comprometer, por exemplo, o vertedouro, a abertura por meio da qual controlamos o nível de água”
    (Paulo Machado, diretor-geral da CEB Geração)
    Saiba mais - A origem da barragem
    Construída entre 1959 e 1961, a via tem 630 metros de comprimento. A Usina do Paranoá começou a operar em 1962, com duas unidades geradoras, de 10MW, cada. Em 1967, entrou em operação nova unidade, também de 10MW, completando a potência outorgada de 30MW. A geração de energia anual gira em torno de 114 mil MWh, que poderia atender, aproximadamente, 50 mil pessoas. No entanto, o que é produzido entra no Sistema Interligado Nacional e é comercializado para 29 distribuidoras.

    Fonte: Adriana Bernardes – Fotos: Carlos Vieira/CB/D.A.Press – Fábio Sette/Esp.CB/D.A.Press - Correio Braziliense 

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