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  • sábado, 27 de agosto de 2016

    #JK - Um Memorial para todos

    Museu em homenagem a JK e à construção de Brasília ganha nova roupagem, com acessibilidade às pessoas com deficiência e tecnologias inovadoras, que permitem interação total com os visitantes
    O Memorial JK ganhou um projeto de modernização e acessibilidade. A ideia é aproximar ainda mais os visitantes  aos conteúdos do acervo. O principal foco da obra está em chamar a atenção dos jovens e das pessoas com deficiência auditiva, visual e motora para as atrações do museu. Entre as tecnologias instaladas, encontra-se uma holografia do presidente Juscelino Kubitschek, em tamanho real, apresentando o plano de metas de seu governo. Esta é a primeira vez que um museu brasileiro recebe esse tipo de recurso para retratar uma personalidade nacional.

    A obra também disponibiliza maquete tátil do prédio, assim como mapas em alto-relevo dos andares térreo e superior, indicando às pessoas cegas os ambientes e o percurso de visitação. Os itens à mostra também contam com textos descritivos em braile. Até os fones de ouvido, disponíveis em algumas telas de vídeos explicativos, são sem fio para facilitar o manuseio daqueles com dificuldade motora. A vitrine é equipada com uma tela de vídeo, que mostra todos os itens armazenados. Foi utilizada uma impressora 3D para replicar uma medalha, permitindo que os deficientes visuais possam tateá-la.

    O Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), em conjunto com o Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), acompanhou todo o processo de transformação do museu, que é tombado. O projeto foi desenvolvido pela Cité Arquitetura, com coordenação da Collecta, e teve um investimento de R$ 1,8 milhão, com patrocínio de Furnas, Eletrobras e Ibram, em parceria com o Ministério da Cultura. O projeto de acessibilidade foi realizado com a orientação das equipes da Comissão de Acessibilidade do Instituto Benjamin Constant (IBC) e do Instituto Nacional de Educação de Surdos (Ines). Ao todo, desde a aprovação do projeto, a obra demorou cerca de quatro anos para ficar pronta.

    Detalhes
    A inauguração oficial do projeto de modernização será na próxima quinta-feira. O Memorial foi inaugurado em 1981, por Sarah Kubitshek, viúva de JK, e tem o objetivo de perpetuar a história da vida do presidente e a memória da construção de Brasília. A coordenadora geral do projeto, a museóloga Auta Rojas Barreto relata que, por ser um patrimônio histórico, foi preciso adaptar o local, preservando todas as características originais. “O nosso público-alvo são os jovens. Como utilizamos uma grande quantidade de tecnologia, decidimos incluir também pessoas com deficiência”, explica.

    Mesmo sem a inauguração oficial, visitantes de outros estados estiveram no Memorial. A estudante de medicina Rossela Falcão Dias, 23 anos, moradora de São Paulo, está em Brasília a estudo e foi conhecer o monumento. Ela ficou impressionada com as intervenções tecnológicas. “Achei bacanas as obras. É muito importante toda essa questão de acessibilidade. O museu está de parabéns.”

    Logo no hall do Memorial, um vídeo tridimensional reconstitui a construção de Brasília. Ao todo, são oito vídeos contando a história da capital nos mais diversos aspectos. Até mesmo a moda e o estilo que marcaram os anos de 1950, 1960 e 1970 viraram tema de uma das reproduções, ficando ao lado do acervo de vestimentas da família Kubitschek. Todo o aparato é equipado com legenda, tradução em libras e audiodescrição. No final do tour, um quiz para testar os conhecimentos sobre Juscelino fica disponível em um computador. Os monitores do local também foram treinados para receber os visitantes.

    A presidente do Memorial JK, Anna Christina Kubitschek Pereira, ressalta que nada do que existia no museu foi mexido, apenas acrescentaram-se as novas tecnologias. “Estávamos sentindo falta de um público adolescente no local. Agora, espero que os jovens possam se interessar ainda mais pela história de Brasília.” 
    A presidente ainda informa que há um projeto chamado Museu Escola, no qual o monumento recebe visitas de alunos de todos os colégios do DF e do Entorno. “Agora, os estudantes terão total interação tecnológica com os ambientes”,  anima-se.
    Visite
    Localizado no Eixo Monumental, lado oeste, Praça do Cruzeiro, o Memorial JK funciona de terça a domingo, das 9h às 18h. A entrada custa R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia).


    Correio Braziliense – Fotos: Ed Alves/CB/D.A.Press – Blog-Google

    Um comentário:

    1. Estranhamos a existência da escultura existente na área fronteira ao memorial onde se encontra a estátua de Juscelino sobre a base da "torre" de concreto!Constato que a sugestão de Lucio Costa de evitarem-se construções permanentes comemorativas fora do Parque da Cidade não foi respeitada!.Ali,sim,uma área compatível para isso e ainda assim, após estudos de técnicos "competentes".e com uma locação criteriosa, em área densamente arborisada e plenamente justificável para a sua existência. Bustos entronizados aqui e ali não se justificam!Será que o
      IPHAN "atual" atuará em respeito ao Plano Tombado?

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