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  • quinta-feira, 6 de outubro de 2016

    O Setor Comercial Sul pulsa - (Desde o início do ano, foram realizados eventos de todos os tipos e tamanhos)


    Por: Igor Silveira, 

    O movimento de ocupação de espaços públicos em Brasília é uma das iniciativas mais positivas nesses 56 anos da capital federal. Especialmente quando se percebe que essas ações são propostas pela sociedade civil. É espontâneo, orgânico e nasce de uma carência criada e relegada pelos governos que passaram pelo Palácio do Buriti. 

    O Eixão, o Setor de Diversões Sul — com destaque para a beleza de trabalho feito no Conic, na região do Teatro Dulcina — e, mais recentemente, o Setor Comercial Sul (SCS) são alguns exemplos de que, sim, é possível revitalizar esses locais com criatividade, pouco dinheiro e muito, muito trabalho.

    Tenho um carinho especial, no entanto, pelo SCS. A Rodoviária do Plano Piloto e uma estação do metrô logo ao lado garantem o acesso das pessoas de todas as regiões do DF. O Parque da Cidade, também pertinho, é uma excelente opção de lazer. O Setor Hoteleiro Sul, logo ali.

    O tráfico e o consumo de drogas, a prostituição e a insegurança que, há anos, são marcas registradas do Setor Comercial Sul, aos poucos, vão dando lugar à cultura e à economia criativa. “À medida que o fluxo de pessoas aumenta durante o dia e a noite, maior a demanda por produtos e serviços, criando oportunidade para todos. Nosso grupo tem desenvolvido projetos que fazem com que os brasilienses queiram estar nesse lugar e, dessa forma, enxerguem com outros olhos o local, odiado por muitos e amado por poucos”, comenta Caio Dutra, um dos responsáveis pelo Coletivo Labirinto.

    Desde o início do ano, foram realizados eventos de todos os tipos e tamanhos. Festas para milhares de pessoas e encontros para meia-dúzia de voluntários. “Preocupamos-nos também com o processo de gentrificação, que é quando a comunidade originária do local não consegue acompanhar as mudanças que ocorrem ali. Por isso, a cada movimentação, nós criamos alguma atividade de integração das pessoas do SCS. Entre essas atividades, construímos o varal social que fica em frente à Agência do Trabalhador, na Quadra 6, e revitalizamos a passarela entre o Edifício Oscar Alvarenga e o Edifício Planalto OK. Acreditamos que o centro é o primeiro passo para que outras transformações aconteçam por toda Brasília”, completa Dutra. E é mesmo. Vida longa ao SCS!




    Por: Igor Silveira – Correio Braziliense – Foto/Ilustração: Blog - Google

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