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  • sábado, 5 de novembro de 2016

    Estudar? Que é isso, companheiro!

    Estudantes que ora ocupam escolas e universidades públicas dizem protestar contra a medida provisória (MP) do ensino médio e a proposta de emenda à Constituição (PEC) que limita os gastos públicos à inflação do ano anterior. Até o papa elogiou a atitude. Fosse, de fato, pura rebeldia da juventude, a iniciativa seria de fato louvável. Afinal, apesar de a reforma do ensino entrar em discussão no país com 20 anos de atraso, pode ser considerado um absurdo, sim, tratar das mudanças por meio de uma MP. No caso da PEC do teto de gastos, mesmo sem ninguém ter apresentado outra proposta, vale o debate sobre verbas para a educação e a saúde.

    No entanto, o que fica mais evidente nas ocupações de escolas Brasil afora é de que não se trata de mobilização contra a MP ou a PEC. E, sim, de ação política de cunho autoritário. Usa-se o movimento estudantil, aparelhado por partidos ditos de esquerda, para fazer oposição ao atual governo. E o alvo principal, neste primeiro momento, está muito claro: é tentar melar o Enem. Mesmo que os principais prejudicados sejam quase 250 mil colegas, que, além de terem ficado sem aula na reta final do exame, não poderão fazer as provas neste fim de semana. Se pensassem com a própria cabeça, esses estudantes — num gesto de solidariedade que, com certeza, seria aplaudido — teriam dado uma pausa na ocupação para que ninguém perdesse o teste.

    Professores ligados a partidos que, ainda hoje, em pleno século 21, defendem regimes totalitários, formam estudantes “cabeças” desconectados da realidade. Veja o caso de Cuba, onde não se admite oposição, e homossexuais, por exemplo, são tratados como párias. Nunca vi esses “intelectuais” condenarem a ditadura na Ilha nem saírem em defesa dos gays. Em vez de uma sociedade realmente mais livre, mais justa, mais fraterna e mais desenvolvida, esses “revolucionários” cultivam o atraso, como o pobrismo, com bolsas e cotas para manterem os pobres eternamente dependentes e gratos. Temem a verdadeira revolução, que só pode ser feita com educação pública de boa qualidade, para que qualquer cidadão possa ascender socialmente por mérito próprio. Mas educação de boa qualidade liberta. Corre-se o risco de o sujeito pensar fora da “cartilha progressista” e aí... adeus, voto.

    Por isso, os “revolucionários” preferem alianças com a elite econômica para saquearem os cofres públicos, como no petrolão, e se perpetuarem no poder. Apostam na mão de ferro do Estado sobre o cidadão e o livre comércio. E vivem flertando com o bolivarianismo e outros ismos, igualmente caquéticos, que, para esquerdistas do miolo mole, seriam o paraíso na Terra. Pelo menos, da boca pra fora.



    Por Plácido Fernandes Vieira – Correio Braziliense – Foto/Ilustração: Blog - Google

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