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  • domingo, 22 de janeiro de 2017

    #DF é 1º do Centro-Oeste a tratar insuficiência cardíaca com cirurgia não invasiva

    Clip introduzido em coração para corrigir falha em válvula, que deixa de 'conter' sangue (Foto: Reprodução)

    Espécie de grampo introduzido por cateter evita ter de abrir tórax e pausar coração e pulmão. Idosa foi primeira a passar por procedimento em Brasília.

    Uma  idosa de Brasília foi a primeira paciente do Centro-Oeste a corrigir um problema de insuficiência cardíaca com uma nova técnica que dispensa a necessidade de “pausar” o coração e abrir o tórax, de forma não invasiva. O procedimento foi feito em poucas horas e Idalia Calza pôde voltar para casa em menos de três dias – contra oito dias em cirurgias convencionais.

    Para resolver um quadro de insuficiência mitral (quando há refluxo porque uma das válvulas do coração deixa o sangue “voltar”), uma equipe de médicos instalou uma espécie de grampo – o MitraClip – no local. Ele foi colocado com a ajuda de um longo cateter pela virilha.

    “Com esse procedimento, você evita uma cirurgia a peito aberto, que obriga a parar o coração e o pulmão, ligando tudo artificialmente. Isso tem consequência principalmente para quem tem pulmão ruim, insuficiência renal ou quem é muito idoso”, disse o cirurgião cardiovascular Marcus Vinícius dos Santos, que conduziu a cirurgia.

    Segundo o médico, de 50 anos, o tempo de trabalho na sala de operação encurtou de cinco horas para uma hora e meia. Ele afirma que mais da metade dos pacientes que têm esse tipo de insuficiência cardíaca são desaconselhados a fazer a cirurgia convencional porque sofrem de outros problemas, que podem se agravar com o pós-operatório. Para ele, a nova técnica traz uma forma de contornar a situação.
    Cirurgião cardiovascular Marcus Vinícius dos Santos, que conduziu procedimento no DF (Foto: Arquivo Pesssoal)

    Aos 81 anos, a pensionista Idalia Calza comemora em casa o resultado da cirurgia. “Graças a Deus foi muito bem-sucedida. Estou muito bem. Achei espetacular. Não senti uma dor de nada. Passei bem o resto do dia. Como a cirurgia foi no dia 23 de dezembro, ainda deu tempo de comer a ceia em casa.”

    O quadro dela hoje é bem diferente daquele de antes da operação. “Era muito, muito cansaço. Agora, só me lembro de quando acordei da anestesia e os médicos estavam lá todos contentes porque deu tudo certo."

    Não há estudos que indiquem a quantidade de pacientes com insuficiência mitral no Brasil. Nos Estados Unidos, são diagnosticados cerca de 500 mil casos por ano. O problema é diagnosticado principalmente em exames de rotina. Em alguns casos, são sentidos sintomas de anemia ou infecção.




    Por Gabriel Luiz, G1 DF

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