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  • domingo, 23 de julho de 2017

    À QUEIMA-ROUPA: Cristovam Buarque (PPS/DF) Senador

    Cristovam Buarque (PPS/DF)
    Senador

    O que aconteceu na Universidade Federal de Minas Gerais, na semana passada, em que algumas pessoas o xingaram e o senhor teve de cancelar o lançamento de um livro?
    Fui lançar um livro e, à noite, tinha uma reunião do PPS. Como sempre faço, andei pelo câmpus. Surgiu um grupo, cinco ou seis pessoas, que começou a me chamar de golpista. Parei para conversar e disse que, se houve golpe, foi contra a corrupção, para salvar a Petrobras. Na palestra, não houve problema. Mas ficou evidente que haveria perturbação no lançamento do livro. Sugeriram-me e preferi cancelar. Na reunião, um grupo tentou impedir a minha entrada.

    Esse momento foi o mais grave que o senhor enfrentou, pela posição favorável ao impeachment?
    Aqui (em Brasília) são só gritos individuais. Lá eram seis ou sete que fizeram um barulho danado.

    O senhor ficou assustado?
    Em nenhum momento, senti risco de agressão física. Mas o que isso passa é que estamos vivendo uma guerra civil. Os deserdados estão descendo dos morros e se unindo aos desencantados. É muito grave. As guerras civis começam com vaias, depois com gritos, um dia se joga uma pedra em um adversário e, depois, uma pancada. Em seguida vem um tiro e, quando se vê, o país está em guerra civil. 

    Depois do impeachment de Dilma, Michel Temer está sendo acusado de corrupção. Essa sequência acaba criando uma desilusão e aumentando a intolerância?
    Creio que não, porque quem escolheu o Temer foram os eleitores da Dilma. O Temer foi vice da Dilma duas vezes. É uma continuidade. Na verdade, nós ainda não completamos o impeachment. Precisamos tirar o Temer também. A Dilma saiu pelo crime fiscal, mas talvez o erro maior dela tenha sido colocar o Temer de vice. Ela tinha que ter previsto um vice à altura, como foi Itamar (Franco), por exemplo.

    A pressão piorou quando o senhor votou a favor da reforma trabalhista?
    As pessoas reagem porque vou continuar votando contra o atraso. O Brasil é um país amarrado. O Hino Nacional fala em deitado em berço esplêndido, mas, na verdade, estamos amarrados em berço esplêndido. Temos que adaptar a economia à realidade do momento. A realidade exige reforma trabalhista, reforma fiscal, reforma na educação. Os grupos corporativos não querem essas reformas e outros estão caindo na narrativa de que essas medidas são escravocratas. Tento debater, mas ninguém quer discutir.

    O senhor tem disposição de se candidatar à Presidência?
    Se as circunstâncias do meu partido quiserem, vou. Não vou procurar, mas não vou fugir. Numa eleição em que Bolsonaro pode chegar ao segundo turno, nenhum patriota pode rejeitar a disputa. O Bolsonaro é uma excrecência da democracia. Mas temos que reconhecer que o prestígio dele ocorre de que parte da ditadura não foi enterrada e porque nós, democratas, cometemos erros nos últimos 30 anos.  O Bolsonaro é o pior de todos os coronéis da política. Tem filhos na política e vários mandatos e diz que não é político.


    Por Ana Maria Campos – Coluna “Eixo Capital” – Foto: Minervino Júnior/CB/D.A.Press – Correio Braziliense

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