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" STF: revisor dá mostras de isolamento "



O ministro Ricardo Lewandowski, revisor do processo do mensalão no Supremo Tribunal Federal, após seu voto de contundente defesa do ex-ministro José Dirceu e do ex-presidente do PT José Genoino, parece isolar-se cada vez mais, em relação aos demais integrantes da Corte. Advogados que acompanham a sessão, sem contudo atuar no caso, observam o progressivo isolamento de Lewandoswki no STF, após ele "exagerar" nas tentativas de desqualificar a denúncia do Ministério Público Federal e as acusações formuladas contra os acusados no curso do processo.



A ministra Rosa Weber, em voto de impressionante clareza, opinou pela condenação do ex-ministro José Dirceu, do ex-presidente do PT José Genoino ("com profunda tristeza", ressaltou, emocionada) e do ex-tesoureiro petista Delúbio Soares por crime de corrupção ativa, destacando que devem ser acusados nove vezes, "uma para cada corrompido". Ela abreviou seu voto, dada a necessidade de ausentar-se para fazer parte da sessão do Tribunal Superior Eleitoral, que integra, dentro de instantes. Ela também condenou o chamado "núcleo publicitário" do esquema de corrupção e absolveu o ex-ministro dos Transportes Anderson Adauto e a ex-funcionária Geiza Dias, que trabalhava para Marcos Valério. A ministra afirmou na leitura de seu voto que “sem corruptor não há corrompido” e que está comprovado o crime de corrupção ativa praticado pelos réus Marcos Valério, Cristiano Paz, Ramon Rollerbach, Rogério Tolentino e Simone Vasconcelos.



O ministro Luiz Fuz, do Supremo Tribunal Federal (STF), terminou há pouco seu voto no julgamento do mensalão sobre corrupção. Para ele, ficou claro de que há provas suficientes para condenar o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu. Segundo ele, Dirceu e José Genoino praticaram o crime de corrupção ativa. "[Dirceu] tinha pleno conhecimento do esquema do mensalão", afirmou. “A autoridade pública quando se reúne institucionalmente consulta a sua agenda. Como ocorre aqui no Supremo Tribunal Federal, quando recebemos alguém procuramos saber de que processo se trata. Assim fazem as autoridades públicas”, concluiu. Com Fux seguindo o voto do relator, três de 4 ministros condenaram os dois réus na sessão desta quinta (4) - o voto contrário foi de Ricardo Lewandowski.

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