Governador Rollemberg visitou as obras do Sistema
Produtor Corumbá nesta segunda-feira (9). Goiás retomou sua parte da obra e
comprou bombas de captação. Foto: Gabriel Jabur/Agência Brasília
Rodrigo Rollemberg visitou as obras do sistema
produtor nesta segunda-feira (9). Goiás retomou sua parte da obra e comprou
bombas de captação
Com entrega prevista para abril de 2018, a obra de
construção de uma elevatória de água e da linha de recalque para transferência
de água tratada de Corumbá 4 é parte importante do Sistema Produtor
Corumbá.
O governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg, vistoriou as intervenções
na manhã desta segunda-feira (9), na BR-040, km 5, onde está sendo
instalada a adutora de água tratada.
“A parte do DF está muito bem, tanto aqui quanto na estação de
tratamento, em Valparaíso [GO]. A boa notícia é que Goiás já retomou sua parte
da obra e comprou as bombas da captação”, disse Rollemberg.
Os investimentos nessa área do Sistema Produtor Corumbá são de R$ 70,6
milhões. O valor compreende a execução de 14 quilômetros de tubulação em
aço e três conjuntos de motobombas centrífugas com capacidade para captar
até 2,8 mil litros de água por segundo.
“A curva histórica mostra que em
novembro os níveis começam a subir. As chuvas e as obras de captação de água
são os principais fatores” -(Rodrigo Rollemberg, governador de Brasília)
O presidente da Companhia de Saneamento Ambiental do DF (Caesb),
Maurício Luduvice, explicou o caminho da água. “Ela é captada no Lago Corumbá
4, passa por uma adutora de água bruta de 28 quilômetros e desemboca na estação
de tratamento de Valparaíso. De lá, trazemos nesta adutora de água tratada até
o centro de distribuição, em Santa Maria.”
Questionado sobre a possibilidade de sair do racionamento, o governador
afirmou que tudo depende dos níveis dos reservatórios. “A curva histórica
mostra que em novembro os níveis começam a subir. As chuvas e as obras de
captação de água são os principais fatores.”
O que são as obras do
Sistema Produtor Corumbá
As obras do Sistema Produtor Corumbá são fruto de um consórcio entre DF
e Goiás. Além da adutora de água tratada, cabe à Companhia de Saneamento
Ambiental do Distrito Federal (Caesb) a construção da Estação de Tratamento de
Água, em Valparaíso (GO), e de 15,3 quilômetros de adutora de água bruta. Ao
todo, a parte do DF está 68% executada.
Os 12,7 quilômetros restantes de adutora (97% executada), a captação e a
estação de bombeamento (60% executadas), em Luziânia (GO), são de
responsabilidade da Saneamento de Goiás S.A. (Saneago).
As intervenções vão beneficiar cerca de
1,3 milhão de pessoas — 650 mil no Distrito Federal e 650 mil em municípios
goianos do Entorno
As regiões administrativas do DF que vão receber a água serão Gama e
Santa Maria, em um primeiro momento; depois, Planaltina, Recanto das Emas e
Riacho Fundo. Quatro municípios goianos do Entorno fecham a lista: Cidade
Ocidental, Luziânia, Novo Gama e Valparaíso.
As intervenções vão beneficiar cerca de 1,3 milhão de pessoas — 650 mil
no Distrito Federal e 650 mil em municípios goianos do Entorno — no início da
operação do sistema. Em uma segunda etapa, esse número vai chegar a 2,5
milhões, metade em cada unidade da Federação.
Serão captados 2,8 mil litros de água por segundo na primeira etapa dos
trabalhos, sendo 1,4 mil para o DF e 1,4 mil para Goiás. Em um segundo momento,
para além de 2018, chegará a 5,6 mil litros por segundo, metade para cada um.
Captação no Lago
Paranoá fica em operação assistida por três meses
Na segunda-feira (2), foi entregue o Subsistema Produtor do Lago Norte,
com captação de água no Lago Paranoá. A Caesb fará o trabalho a partir de 2019,
pois nos primeiros três meses será assistida pela Enfil S.A Controle Ambiental,
empresa que tocou as obras.
O investimento ficou em R$ 42 milhões, 15% abaixo do inicialmente — R$
49.437.958. O Ministério da Integração Nacional liberou R$ 55 milhões para as
obras — a diferença volta para a pasta federal.
A captação é de 700 litros de água por segundo no braço do Torto, no
Lago Paranoá. A estrutura fica na ML 4, no Setor de Mansões do Lago Norte.
Trata-se de uma estação compacta de tratamento de água, com membranas de
ultrafiltração, uma das mais modernas tecnologias.
Depois, a água vai para dois reservatórios: um no Lago Norte e um no
Paranoá. Os locais abastecidos serão Asa Norte, Itapoã, Lago Norte, Paranoá,
parte de Sobradinho II e Taquari. O fornecimento para essas regiões é feito
pelo Sistema Produtor Santa Maria-Torto.
A Caesb tem também um projeto, já licitado, para captar, armazenar, tratar e distribuir
água do Lago Paranoá de forma definitiva. As obras estão
orçadas em R$ 480 milhões — o governo de Brasília negocia financiamento com a
Caixa Econômica Federal.
O Sistema Produtor Paranoá vai atender 600 mil pessoas no
Paranoá, no Lago Oeste, no Tororó, em Sobradinho e nos Condomínios Jardim ABC,
Jardim Botânico e Alphaville.
Andamento das obras no Bananal
Com entrega também prevista para outubro, as obras do Subsistema Produtor do Bananal estão
75% executadas. A elevatória 1 e a captação estão prontas, e a elevatória 2, em
processo de finalização. Todos os equipamentos e materiais já foram comprados e
estão no canteiro da obra.
O Bananal significa um reforço de 726 litros por segundo para o Sistema
Produtor Santa Maria-Torto. O investimento é de R$ 20 milhões, do Fundo
Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste, do Banco do Brasil.
Cerca de 170 mil pessoas serão beneficiadas com as intervenções, que
incluem captação no Ribeirão Bananal e bombeamento para a Estação de Tratamento
de Água de Brasília.
Pequenas obras de captação no Distrito Federal
No fim de março, a Caesb reativou a captação no Rio
Alagado, no Gama. São 20 litros por segundo, que beneficiam cerca de
16 mil pessoas na região. Foram recuperados 4 quilômetros de trechos da adutora
e instalada uma válvula redutora de pressão. A água captada passa por um
tratamento simplificado e é encaminhada para a própria rede de distribuição.
Ainda no Gama, cerca de 15 mil moradores são
abastecidos pelo Córrego Crispim desde novembro de 2016. São
captados 40 litros por segundo desde a reativação de 3 quilômetros de adutora e
a construção de mais 180 metros de redes. A água é tratada e encaminhada para o
Reservatório do Gama.
Nas proximidades do Jardim Botânico e no Lago Sul, a captação do Córrego
Cabeça de Veado — que desemboca no Lago Paranoá e complementa o abastecimento
nas duas regiões administrativas — foi aprimorada. Quatro bombas para essa
finalidade foram revitalizadas. Isso possibilitou o aumento da vazão de
captação no córrego de 110 litros para 150 litros por segundo.
Outra medida foi a ativação de um poço, em São Sebastião, com capacidade
de produção de 10 litros de água por segundo. A estrutura beneficia
aproximadamente 4 mil pessoas.
Galeria de Fotos: - ( https://goo.gl/wejyU5 )
Agência Brasília


