Vamos falar de coisas boas
*Por Jane Godoy
Isso mesmo. Hoje é dia de pensar alto e
falar de coisas boas, de gente boa e generosa, de gente que “sai do quadrado”
ou “da casinha”, como dizem os jovens, para olhar para trás, para o lado e para
baixo e, num lampejo de espírito de solidariedade, arregaçar as mangas e agir.
Para ontem, para já!
Que coisa boa ver Brasília fervilhando
de ações, cada uma mais justa e necessária do que a outra. Que bom ver a
população de Brasília trabalhando pelo bem comum, pelos mais carentes, pelos
tão necessitados que, a cada dia, parecem se multiplicar. Para tristeza deste
país continente, onde a terra é fértil e dadivosa, temos de assistir,
noticiários, à humilhante manchete que revela a existência de 14 milhões de
desempregados.
Esse contingente é fruto de uma política
equivocada que faz do protecionismo e “da bondade” uma forma errada de conduzir
e enfrentar a situação, pois, achando ser “uma maravilha” e um “grande feito”,
“dar o peixe”, quando na verdade deveria ensinar a pescar.
Isso me faz lembrar Antônio Ermírio de
Moraes que, certa vez, disse: “Não criei meus filhos com ar-condicionado no
verão e calefação no inverno, para que não se acostumem ao luxo fácil e à vida
mansa. O melhor que posso deixar para eles é educação e apego ao trabalho.
Ganhar sem trabalhar pode ser bom para o bolso. Mas é péssimo para o caráter!”
Com esse importante ensinamento, vindo
de um homem de sucesso na vida e que deixou seu nome gravado na história de um
Brasil próspero, comandado por quem trabalha e luta por ele, todos aqueles que
se arvoram em dirigir o país deveriam ter esse pensamento impresso em um grande
banner e pendurá-lo bem à frente de sua mesa de trabalho.
Mas, pensando bem, fazer o quê, não é
mesmo?
Resta-nos, então, “já que é assim” e
que não conseguiremos, nós, cidadãos que pensamos como Antônio Ermírio de
Moraes, reformar ou consertar isso que aí está, arregaçar as mangas e ajudar a
quem tanto precisa e que não pode ser punido por causa dos desatinos alheios.
Por isso divido com os leitores a
alegria de ver, por todos os cantos, pessoas de bem que, se fôssemos nomear
aqui, as páginas deste jornal não seriam suficientes para registrar tantos e
tantos nomes, tantas e tantas entidades, praticantes da solidariedade.
Apesar de que, também tomando
emprestadas as sábias palavras do ex-presidente americano, Ronald Reagan,
precisamos nos conscientizar de que “Devemos medir o sucesso dos programas
sociais pelo número de pessoas que deixam de recebê-los; não pelo número de pessoas
que lhe são adicionadas!”
Como colecionadora contumaz de sábias
citações, peço emprestadas as palavras de Cora Coralina: “Procuro semear
otimismo e plantar sementes de paz e justiça. Digo o que penso, com esperança.
Penso no que faço com fé. Faço o que devo fazer, com amor. Eu me esforço para
ser cada dia melhor, pois bondade também se aprende!”
Uma lição que todos os brasileiros
deveriam decorar e deixar bem gravada em suas mentes. Teríamos um país tão bom
quanto realmente merecemos. Enquanto isso, vamos fazendo nossa parte. Amém!
(*) Jane Godoy - Coluna 360 Graus -
Foto: Ed Alves/CB/D.A.Press - Correio Braziliense
