É o mínimo
*Por Circe Cunha
Completamente indiferentes aos anseios da população e à mudança dos ventos nestes tempos conturbados, os partidos políticos e seus respectivos representantes vão ensaiando a dança das cadeiras eleitorais. Pela movimentação que se tem visto até aqui, o cenário para as disputas em Brasília neste ano são, para dizer o mínimo, desoladores.
Nesse sentido, o agreste inóspito, em termos de candidatos, partidos e propostas que se abrem diante do eleitor, é árido e infecundo. O fato é que parte da sociedade, cada vez mais informada e participativa, a mesma que vem acompanhando de perto o desmanche lento da República, mudou mais rápido e profundamente do que qualquer outro partido.
As mais de 30 legendas políticas que aí estão, nem de longe possuem identidade com o eleitor médio da atualidade. Com relação aos candidatos, então, as diferenças alcançam escalas estelares. O que a sociedade quer e necessita, nenhuma das atuais legendas e muito menos seus membros mais destacados têm condição de atender e entregar.
Para os brasilienses, o desfile de candidatos e as articulações para a composição das futuras chapas trazem os mesmos rostos manjados, numa reedição dos mesmos erros e omissões do passado que levaram a cidade ao caos.
A fim de piorar uma situação que já é crítica por seus vícios de origem, assiste-se agora ao lançamento de candidaturas dos chamados alienígenas, que transferiram o título para a capital em busca de um cargo eletivo.
Nesse universo o surgimento de nomes como Ricardo Berzoini, Ronaldinho Gaúcho, Brunny Gomes e outros forasteiros e oportunistas que buscam ser eleitos com os votos candangos aparecem junto a figuras do passado envoltas ainda na névoa dos muitos escândalos recentes, revelados pelas investigações policiais em andamento.
A reforma política, que viria para atender às exigências da sociedade, trazendo o voto distrital, cláusula de barreira e outras mudanças fundamentais, ficou a meio caminho e acabou sendo confeccionada para atender mais aos donos de partido por verbas públicas do que ao desejo do eleitor.
Para os cidadãos de bem e em alerta permanente,
é preciso que esses e outros candidatos, antes de qualquer pretensão eleitoral,
mostrem as mãos limpas.
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A frase que foi pronunciada
“Quando o terror invade um povo, transforma, muitas vezes, um pusilânime num herói.”
(Getúlio Vargas)
Verde
»Dicas assinadas por Henrique Martins Gianvecchio Carvalho, da Embrapa, são ótimas para quem tem pouco espaço para cultivar hortas. Na página da empresa, é possível aprender tudo sobre o plantio das hortaliças em garrafas pet, pneus ou tubos de PVC. >> https://goo.gl/Ba3Tu4
Bom demais
»Perto da Funarte, é possível curtir um espaço com boa comida, shows, discotecagem, tela de cinema ao ar livre, música, lançamento de livros e até moda.
Agora vai
»Mais uma chamada pública para receber propostas de ocupação do Edifício de Governança do Parque Tecnológico de Brasília (BioTIC). A intenção é que no espaço sejam desenvolvidas pesquisas e projetos de inovação. Oito companhias relacionadas à tecnologia da informação, comunicação e biotecnologia estão escaladas pra ocupar o prédio.
Uma beleza
»Dia 6 de março começa o 3º Nipo Festival 2018 no Clube Nipo deBrasília. A simpática e competente comunidade japonesa cativou Brasília com as festas que organiza.
(*) Circe Cunha - Coluna "Visto, lido e
ouvido" - Ari Cunha - Correio Braziliense - Fotos/Ilustração: Blog -
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