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  • terça-feira, 18 de agosto de 2015

    Mil e quarenta e um quiosques

    Em levantamento inédito que consumiu 750 horas de trabalho, um grupo de moradores do Plano Piloto, liderado pela ex-presidente do Conselho Comunitário da Asa Sul Heliete Bastos, e pela geógrafa Mônica Veríssimo, identificou , na área tombada de Brasília, nada menos do que 1.041 quiosques, a maioria em situação irregular. Na reportagem do Correio Braziliense, assinada por Helena Mader e publicada com exclusividade na edição desse domingo (16/8) no caderno Cidades, os brasilienses puderam conhecer em números a realidade degradante desses estabelecimentos comerciais que se espalham desordenadamente por toda a cidade.

    Em uma das fotos, mostrando o ponto de ônibus da 516 Sul, dá para perceber a extensão do problema. Ele estava cercado por quase uma dezena de barracos de latas colados uns aos outros. O que se constata é o misto de omissão e permissividade por parte das autoridades de um lado e, de outro, a atuação danosa de agentes políticos na proteção dos invasores. O que se sabe é que o recuo e os vacilos na aplicação da legislação vigente (Lei Distrital nº 4.257/2008) vêm abrindo brechas para a multiplicação dos quiosques, trailers, reboques, tendas, bancas e pontos de táxi, instalados em qualquer lugar, nas áreas verdes,  inclusive ao longo dos passeios públicos.

    A apropriação de áreas públicas é feita por particulares. A prática tornou-se habitual na cidade nas últimas décadas, principalmente após a emancipação política da capital no fim dos anos 1980. Depois de praticamente esgotadas as ofertas e a facilitação de lotes a apoiadores políticos de toda a espécie, parece ter chegado a hora também de parcelar os espaços públicos urbanos, principalmente na área tombada do Plano Piloto a correligionários e outros apoiadores.


    Os números levantados pela equipe não deixam dúvidas de que o Plano Piloto está sitiado por essas construções irregulares, o que compromete a qualidade de vida dos moradores e o protocolo da Unesco que tornou a capital do país patrimônio cultural da humanidade. Dessas construções, 77% ocupam espaços irregulares, e 16%,vagas de estacionamento. Desse montante, 620 ocupam as calçadas e 555, as áreas verdes. A proliferação das estruturas em áreas públicas e tombada resolve apenas a visão imediatista das autoridades políticas no atendimento a essa clientela, mas deixa à mostra a ausência total do Estado por meio dos órgãos de fiscalização e, pior, compromete o futuro urbano e social de uma cidade planejada para ser modelo.

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    A frase que foi pronunciada
    “OAB, cadê você? Eu vim aqui para te ver!”
    Grito na Esplanada durante as manifestações de domingo


    Fonte: Circe Cunha “Coluna, “Visto, lido e ouvido” – Ari Cunha – Correio Braziliense – Foto: Facebook

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