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  • terça-feira, 17 de novembro de 2015

    #MUTIRÃO » Detentos reconstroem escola

    A Escola Classe Engenho Velho recebe cerca de 400 alunos: presos começaram a reforma há 15 dias

    Projeto da Secretaria da Justiça leva 30 internos do regime semiaberto a colégio destruído por temporal, em 6 de outubro, na Fercal. Obra deve terminar em 28 de novembro e resultará em uma economia de R$ 120 mil aos cofres públicos

    Os telhados que se erguem abrem novo horizonte para a comunidade da Escola Classe Engenho Velho, na Fercal. Atingida por chuvas fortes no mês passado, a unidade de ensino está sendo reformada por 30 internos do regime semiaberto. As obras começaram há 15 dias e avançam rapidamente. A previsão é de que o pavilhão destruído seja entregue aos estudantes em 28 de novembro. Do ponto de vista dos internos, a iniciativa colabora em questões práticas, como a remissão de pena, mas também traz efeitos mais sutis, como o restabelecimento de vínculos com a sociedade.

    A reconstrução integra o projeto Mãos dadas pela cidadania, uma iniciativa da Secretaria de Justiça do DF com demais órgãos da administração pública. Ele vigora há dois anos e, somente em 2015, reformou 14 escolas. No caso da Escola Classe Engenho Velho, a situação era mais complicada, em razão dos danos decorrentes do temporal. “Encontramos um cenário de guerra. Aqui, não foi só uma reforma, tivemos que refazer toda a ala atingida”, descreve Willian Pereira Monteiro, gerente de Administração Penitenciária da Sejus-DF e responsável pelo projeto.

    A mão de obra é treinada para desempenhar as tarefas, de acordo com Monteiro. “Nós aproveitamos os internos que trabalhavam como eletricistas, pedreiros, por exemplo, para atuar nessas obras. Além disso, no presídio, eles ensinam outros internos, que queiram aprender a profissão, em oficinas”, diz. No centro de internação, eles também produzem as ferragens e as esquadrias que serão substituídas. Pelos serviços que participam, recebem um salário. Além disso, o projeto leva à mobilização de várias secretarias. “Nós verificamos o que tem em estoque, nos diversos depósitos, para usar na obra”, explica o responsável pela ação. Além disso, o benefício é financeiro, uma vez que resulta em economia: a reconstrução custaria R$ 150 mil, mas ficou em R$ 30 mil por não ter que incluir pagamento, por fora, dos profissionais.

    Das 10 turmas — e cerca de 400 alunos da escola —, apenas três, em cada turno, continuaram a ter aula após o temporal de 6 de outubro. Uma chuva de granizo atingiu 114 edificações, na Vila Basevi e na Fercal, ao norte do Distrito Federal. A chuva durou poucos minutos, mas foi suficiente para destelhar casas, interromper o fornecimento de energia e deixar quatro famílias desabrigadas. Pelo menos outros 52 moradores tiveram danos com as casas ou com os comércios.

    Ansiedade
    As demais turmas foram remanejadas para outras unidades e, por isso, a expectativa de retomada integral das atividades é grande. “Os meninos têm colaborado muito. Expliquei que, por causa das obras, eles não teriam horário de intervalo e só poderiam sair da sala de aula acompanhados. Eles estão cumprindo bem”, explica a diretora, Arádia Cabreira. Para ela, a parceria com os internos é vantajosa. “É a mostra de que trabalhar unido tem muito resultado”, avalia. Aluna do 2º ano do ensino fundamental, Thalita Emanuelle Chaves Meireles, 7 anos, está ansiosa pelo resultado final. “Tem sido difícil, mas acho que vai ser bom. Espero que melhorem o parquinho, porque a areia foi toda embora com a chuva”, lembra.

    Para a dona de casa Graça Batista, 44, a reconstrução da escola é fundamental para a comunidade da Fercal. “Minha filha estuda aqui e eu também, à noite. Estamos sentindo falta da escola perto de casa. Fico preocupada não só com ela, distante, mas com os outros estudantes, que também precisam se deslocar muito para assistir às aulas”, afirma. A escola será entregue no dia do Mutirão de Cidadania, da Sejus-DF. No mutirão, a população pode procurar por postos de atendimento de diversos órgão do Governo do DF, como Na Hora, atendimento médico e odontológico e Procon-DF.


    Fonte: Maryna Lacerda – Foto: André Violatti/Esp/CB/D.A. Press – Correio Braziliense 

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