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  • terça-feira, 15 de dezembro de 2015

    CÂMARA LEGISLATIVA » Reeleição aprovada em 1º turno

    Presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal, deputada Celina Leão (PDT) (Foto: TV Globo/Reprodução)

    "Rejeitamos projetos do governo, e a Câmara tem a melhor avaliação em 20 anos"  (Celina Leão, presidente da Casa)

    A presidente da Casa, Celina Leão, contou com o voto favorável de 16 dos 24 deputados para mudar a lei orgânica e permitir o prolongamento do mandato. O segundo turno será votado apenas em 2016

    A presidente da Câmara Legislativa, Celina Leão (PDT), venceu a primeira disputa rumo à reeleição no posto máximo do parlamento local. Dezesseis deputados votaram, em primeiro turno, a favor da proposta de mudar a lei orgânica do Distrito Federal a fim de permitir a extensão de mandato na principal cadeira da Casa. As negociações, no entanto, não acabaram. A matéria precisa ser votada em segundo turno, e Celina ainda pode ser derrotada — em 2008, Alírio Neto (atualmente no PEN) conseguiu a maioria em uma primeira rodada, mas não obteve apoio dos colegas na votação definitiva.

    A vitória preliminar se deu após intensa articulação nos bastidores. A pedetista, apesar de ser a figura principal da Câmara, pouco permaneceu no plenário nas últimas semanas: concentrou as forças no pedido de voto dos deputados. Reuniu um a um, solicitou ajuda dos mais próximos, acionou a presidência do PDT, mas não quebrou todas as resistências. Prova disso é que, embora tenha conquistado a maioria, não conseguiu apoio dos colegas de legenda. Além de Reginaldo Veras, o distrital Joe Valle, que havia deixado o mandato, pediu licença da Secretaria de Trabalho, Desenvolvimento Social e Direitos Humanos para voltar à Casa com o único intuito de barrar a proposta.

    A sessão que deu a Celina a esperança de completar o mandato como presidente da Casa foi tumultuada. A votação aconteceu sob troca de acusações e ameaças de judicializar a questão. Celina e Chico Vigilante (PT) protagonizaram os maiores embates. O petista classificou como “golpe baseado em interesses escusos” a inclusão da matéria na pauta do dia, inicialmente agendada apenas para análise de vetos do chefe do Executivo local. Os aliados de Celina atacaram o líder do PT. “Golpe é um deputado do PT, que se diz de oposição, negociar com o governo”, disse Wellington Luiz (PMDB).

    Embate
    A própria Celina subiu à tribuna para atacar Vigilante. Cobrou explicações do petista e ameaçou ir à Justiça para “esclarecer quais são os interesses escusos dos distritais” referidos pelo petista. Assim como Wellington, ela questionou a relação do líder do PT na Câmara com o governador Rodrigo Rollemberg (PSB). “O (ex-governador) Agnelo Queiroz nunca me via lá no Palácio do Buriti”, acusou Celina, que era uma das mais ferrenhas opositoras ao mandato passado. E defendeu sua atuação como presidente do Legislativo local. “Rejeitamos projetos do governo, e a Câmara tem a melhor avaliação em 20 anos”, argumentou. O parlamentar respondeu ao classificar a atuação dela “não como de uma presidenta (sic), mas de uma chefe de facção”.

    Além de argumentarem que a medida limita a democracia interna, os deputados de oposição à proposta criticaram o modo de inserção da matéria na pauta. Reuniões de Executiva do PT e da Rede marcadas para a noite de ontem poderiam levar à opção por voto de partido, e não individual. Desse modo, Celina poderia perder o “sim” de Cláudio Abrantes (Rede), Luzia de Paula (Rede) e Ricardo Vale (PT). Os três argumentam serem favoráveis à reeleição, mas não garantem voto em Celina. A votação do segundo turno deve acontecer em 2016 e, até lá, muitas posições podem mudar.

    Vaquejada é liberada
    Um dos vetos derrubados ontem pelos distritais foi o do projeto de lei que reconhece a vaquejada como modalidade esportiva no Distrito Federal. Os deputados haviam aprovado a matéria, de Juarezão (PRTB), na última sessão do primeiro semestre. Pressionado por setores de defesa dos animais, o governador Rodrigo Rollemberg (PSB) decidiu não sancionar a proposta. Na sessão de ontem, porém, 13 parlamentares votaram por rejeitar a posição do chefe do Executivo local. Agora, a Câmara Legislativa promulga a lei, que será publicada no Diário Oficial do DF nos próximos dias.

    Distritais são citados
    Políticos do Distrito Federal são suspeitos de receber dinheiro e gasolina do suposto cartel de combustível desbaratado pela Operação Dubai, no fim do mês passado. Interceptações telefônicas identificaram ligações entre um dos chefes do esquema, o dono da Rede Cascol, Antônio Matias, e os assessores do deputado distrital Raimundo Ribeiro (PSDB); do parlamentar federal Izalci Lucas (PSDB); e do senador Hélio José (PMB). Além disso, a presidente da Câmara Legislativa, Celina Leão (PDT), é citada em uma conversa em que Matias e um assistente combinam o repasse de R$ 1 mil à distrital.

    Na decisão judicial que determinou a prisão temporária de sete envolvidos no esquema, a juíza do caso havia apontado os “imensos contatos políticos” do cartel. Por meio de nota, Hélio José garantiu que nunca teve contato com o cartel nem autorizou funcionários a tratarem do assunto em nome dele. Izalci informou que tem uma relação comercial com Matias e que mantém relações com empresários de diversos ramos do DF de maneira transparente e legítima. Celina afirmou que usaram o nome dela indevidamente. Ribeiro, por fim, disse que aceitou ajuda a candidatos apoiados por ele ao conselho tutelar.


    Fonte: Guilherme Pera – Matheus Teixeira – Correio Braziliense

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