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  • sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

    Distrito Federal na Lava-Jato

    Suspeitas ocorreram durante a administração de Agnelo e Filippelli, em 2014

    Mensagens interceptadas pela PF mostram que houve suposto tráfico de influência em repasses do GDF para construtora responsável pelas obras no BRT Sul. Nome de Tadeu Filippelli também aparece nos contatos entre ex-ministro e empreiteiro

    Depois de ser alvo de seis ações de improbidade administrativa ajuizadas pelo Ministério Público do Distrito Federal em 2015, o ex-governador Agnelo Queiroz pode ter muita dor de cabeça com a Operação Lava-Jato este ano — sobraria até para o ex-vice do petista, Tadeu Filippelli (PMDB). Além da delação premiada de executivos da Andrade Gutierrez envolvendo a construção do Estádio Nacional de Brasília, repasses para obras de mobilidade no DF foram citados em outras denúncias relacionadas à operação. Os recursos tiveram como destino a construtora OAS, responsável pelas obras do BRT Sul. Só no ano passado, o GDF pagou R$ 109,6 milhões à empreiteira para o sistema viário nas regiões do Gama e Santa Maria.

    O ex-ministro da Previdência Social Carlos Gabas aparece em diálogos interceptados por investigadores da Lava-Jato, em conversas com o empresário Léo Pinheiro, ex-presidente da OAS, sobre as obras da empresa no DF. Segundo matéria publicada pelo Estado de São Paulo, Gabas teria intermediado negócios da empreiteira com o GDF em 2014, durante a gestão de Agnelo Queiroz. Nos diálogos entre Gabas e Pinheiro, também surge o nome de José Lunguinho Filho, diretor da OAS Defesa. “Amigos, não deu para o Lunguinho lhe ver. Abaixo, a nossa agonia”, diz Pinheiro, por mensagem, antes de citar “as principais pendências” que envolviam as obras do BRT Sul.

    Em outras conversas entre os dois, são citados pagamentos em MM, o que quer dizer milhões, do Executivo local à construtora. “Contrato: solicitar ao GDF (Casa Civil e Secretaria de Transporte) a aprovação do 7º Termo Aditivo e a respectiva reprogramação (R$ 60 MM), junto à CEF (Caixa Econômica Federal). Última medição recebida foi referente ao mês junho/14. Saldo financeiro do contrato após este recebimento = R$ 90 MM — Recursos: Empenhar e pagar — R$ 30 MM da fonte 100 do GDF (contrapartida) desbloquear e pagar — R$ 60 MM do convênio de empréstimo junto à CEF. Grande abraço, Leo”, codifica.

    Cinco horas depois da mensagem, ela foi respondida por um número atribuído a Gabas. “Ok. Cuido aqui”, teria dito o ex-ministro. Em diálogo de Pinheiro com Lunguinho, aparece o ex-vice-governador Tadeu Filippelli (PMDB). Na troca de recados, em março de 2013, é citada uma reunião com o peemedebista, identificado como TF. Atualmente, Gabas é secretário especial da Previdência Social. Ele é um dos homens mais próximos da presidente Dilma Rousseff (PT) no governo federal. A proximidade dos dois ficou evidente quando, em 2013, Gabas deu uma carona para Dilma na garupa de uma motocicleta.

    A defesa de Agnelo Queiroz afirmou que “não tem condições de emitir nenhum comentário a respeito sem o prévio conhecimento do teor das gravações, das perícias feitas pela polícia”. A assessoria de Filippelli disse que, “por ele ter o nome citado em conversas de outras pessoas, por não estar envolvido diretamente, ele não irá se manifestar a respeito”. Gabas negou qualquer irregularidade.

    Obras para mobilidade
    O consórcio que construiu o BRT Sul era formado pelas construtoras OAS, Andrade Gutierrez e Via Engenharia. A obra faz parte de um pacote de projetos de mobilidade anunciados para a Copa do Mundo de 2014 e foi inaugurada na época da competição. São 43km, sendo 35km com faixas exclusivas, que ligam Brasília à Santa Maria e ao Gama. A obra começou em 2011 e custou, ao todo, R$ 785 milhões — R$ 224 milhões saíram dos cofres do GDF e a Caixa Econômica Federal financiou o restante.


    Fonte: Helena Mader – Matheus Teixeira – Foto: Janine Morais/CB/D.A.Press – Correio Braziliense 

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