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  • terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

    Cristovam Buarque e Celina Leão chegam ao PPS

    Após anunciarem o desligamento do PDT, o senador Cristovam Buarque e a presidente da Câmara Legislativa, Celina Leão, assinaram a ficha de filiação ao PPS, ontem, em evento na sede da legenda, no Conic. No ato político mais concorrido da capital no ano, o presidente nacional da legenda, Roberto Freire, deu boas-vindas aos novos correligionários e destacou que a sigla ganha peso político com a chegada deles. No PPS, Cristovam pretende disputar a Presidência da República e Celina, apesar de não descartar entrar numa disputa majoritária, trabalha para concorrer à Câmara Federal (leia Perfis).

    Figuras públicas de partidos das mais variadas ideologias participaram da cerimônia. O governador Rodrigo Rollemberg (PSB) fez questão de marcar presença. Ele afirmou que espera contar com o apoio do PPS ao Palácio do Buriti, além de ter comemorado o “fortalecimento da esquerda”. Os distritais Raimundo Ribeiro, de saída do PSDB, e Telma Rufino, que está sem partido, chegaram no mesmo ao lado de Celina ao evento. Eles não admitem, mas também podem migrar para o PPS. Os distritais Professor Israel (PV), Chico Leite (Rede), Sandra Faraj (SD) e Agaciel Maia (PTC) prestigiaram a solenidade.

    O senador José Antônio Reguffe não discursou nem acompanhou o evento, mas passou no local para desejar sorte aos dois na nova empreitada. Assim como Cristovam e Celina, Reguffe deixou o PDT neste mês. Ele não concorda com a posição nacional da sigla de integrar a base do governo federal, mas diz não se identificar com nenhuma outra legenda no momento; por isso, decidiu ficar sem partido por um período indeterminado.

    Com a saída dos três, o PDT perde força na capital. Antes partido mais forte do DF com dois senadores e três deputados, agora fica apenas com os distritais Reginaldo Veras e Joe Valle, licenciado da Câmara Legislativa enquanto responde pela Secretaria de Trabalho, Desenvolvimento Social e Direitos Humanos.

    Cristovam estava no partido havia 11 anos; Celina havia chegado à sigla em 2013. O ex-governador do DF e ex-reitor da UnB não escondia a insatisfação com o apoio do PDT à gestão da presidente Dilma Rousseff (PT) há anos. Ele, inclusive, a contragosto dos trabalhistas, declarou apoio ao tucano Aécio Neves (PSDB) no segundo turno das eleições de 2014. A chegada do ex-governador do Ceará Ciro Gomes à sigla em 2015 para disputar o Palácio do Planalto no próximo pleito melou de vez a relação de Cristovam com a direção nacional do PDT.

    Ato tradicional
    Todo cenário de um ato político tradicional estava montado. Faixas com desejos de boas-vindas aos novos filiados fixadas à beira da pista que dá acesso ao local do encontro e cabos eleitorais vestidos com a camiseta da presidente da Câmara ensaiavam gritos de apoio à Celina no novo partido. Depois de assinarem a ficha de filiação em um auditório pequeno, ambos desceram para um espaço aberto no Conic e continuaram os discursos.

    Celina rompeu com Rollemberg em junho do ano passado, mas seguiu como uma das mais fiéis colaboradoras do GDF na Câmara. Além disso, os apadrinhados dela continuaram nos cargos. Questionada sobre qual posição terá após a mudança de legenda, ela afirmou que não mudará de postura. “Compromisso com a cidade em primeiro lugar. Vou continuar com coerência na Câmara. Desde que anunciei a minha independência, coloquei os cargos à disposição. Hoje, são de responsabilidade do governador”, garantiu. Sobre concorrer a um cargo majoritário em 2018, ela classificou como “muito cedo” para qualquer definição.

    Amigo há 50 anos de Roberto Freire, Cristovam se disse emocionado por “assinar o casamento enquanto comemora as bodas de ouro”. “A minha missão aqui é ajudar um partido que tem história no momento em que o Brasil precisa de uma formulação para o futuro e, ao mesmo tempo, precisa de uma maneira nova de fazer política”, exaltou.

    "A minha missão aqui é ajudar um partido que tem história no momento em que o Brasil precisa de uma formulação para o futuro”
    (Cristovam Buarque, senador)

    "Vou continuar com coerência na Câmara. Desde que anunciei a minha independência, coloquei os cargos à disposição” 
    (Celina Leão, deputada distrital)


    Perfis

    Cristovam Buarque
    Como reitor da Universidade de Brasília (UnB) de 1985 a 1989, Cristovam ganhou projeção no DF e se elegeu governador cinco anos depois, em 1994. Naquele ano, Brasília e o Espírito Santo tornaram-se as primeiras unidades da Federação a eleger para o Executivo um petista. No pleito seguinte, ele tentou a reeleição, mas acabou derrotado por Joaquim Roriz. Em 2002, elegeu-se senador e, um ano depois, foi convidado pelo então presidente Lula para assumir o Ministério da Educação. Ficou um ano no posto, até ser demitido por Lula e decidir se desligar do PT. Filiou-se, então, ao PDT, e disputou a Presidência da República. Ficou na quarta colocação, com 2,6 milhões de votos — em 2010, ele se reelegeu para o Senado Federal. Pernambucano, mora em Brasília desde 1979, quando começou a dar aula na UnB.

    Celina Leão
    Cria do berço rorizista, Celina entrou na política por influência da mãe, Maria Célia, secretária da Mulher no governo goiano peemedebista de Henrique Santillo, em meados dos anos 1980. Em 2000, a distrital se mudou para Brasília, e, em 2005, o então governador Joaquim Roriz a nomeou para chefiar a Secretaria de Juventude. Muito próxima de Jaqueline Roriz, foi chefe de gabinete da amiga na Câmara Legislativa entre 2007 e 2009. Em 2010, Jaqueline concorreu à Câmara Federal e, em vez de fazer dobradinha com a irmã Liliane, decidiu apoiar Celina para distrital. Com 7.771 votos e filiada ao PMN, naquele ano, a presidente do Legislativo local conquistou o primeiro mandato. Depois, passou pelo PSD antes de desembarcar no PDT, sigla pela qual foi reeleita.


    Fonte: Matheus Teixeira – Foto:Hélio Montferre/Esp.CB/D.A.Press – Correio Braziliense

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