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  • quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

    Zika e carnaval

    Já chega a quase 5 mil o número de notificações de casos de microcefalia no país, de acordo com boletim divulgado pelo Ministério da Saúde na terça-feira. Um dos motivos para a malformação é a contaminação das gestantes pelo vírus zika, transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, o mesmo responsável pela dengue e por outras doenças.

    O mundo está em emergência de saúde pública internacional, decretado pela Organização Mundial da Saúde. O Brasil havia se colocado em emergência em novembro do ano passado. O temor das autoridades da OMS é que a epidemia se alastre para a Ásia e para a África, continentes com as maiores taxas de mulheres grávidas do planeta.

    A Organização previu que o número de infectados pelo zika no mundo pode chegar a 4 milhões de pessoas. Cerca de um terço desse total estará no Brasil, onde estão previstas 1,5 milhão de pessoas afetadas. Na maioria dos casos, a infecção não vai além de manchas na pele, coceira e febre, que podem durar uma semana. Em outros, porém, pode causar, além da microcefalia, problemas neurológicos e até a morte. É com esse quadro que o Brasil chega a menos de uma semana do carnaval, que, como sempre, deve reunir multidões em alguns dos lugares com as maiores taxas de infecção pelo vírus, como Pernambuco, Bahia e Rio de Janeiro.

    Apesar do tamanho do problema, o governo não tem conseguido reagir com a velocidade necessária. O faxinaço realizado há uma semana teve mais valor simbólico do que prático. Na verdade, as cidades brasileiras, carentes de estrutura de saneamento básico e de correta destinação para os resíduos, com mais lixões do que hospitais, são os berçários perfeitos para o Aedes aegypti.

    Para a semana seguinte ao carnaval, no sábado (13/2), o governo pretende mobilizar 220 mil militares, em cerca de 300 cidades, para eliminar os focos do mosquito. A iniciativa é boa, mas não chegará sequer a 10% dos 5.570 municípios brasileiros. Em discursos, a presidente Dilma tem citado o problema. Fez isso na abertura dos trabalhos no Congresso Nacional e, na semana anterior, ao falar aos membros do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social. O governo, porém, precisa ir além das palavras, antes que seja tarde demais.


    Por: Warner Bento Filho – Correio Braziliense – Foto/Ilustração: Blog - Google

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