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  • domingo, 22 de maio de 2016

    #COMPORTAMENTO » Brasília no Mundial de Pole Sports

    A dupla brasiliense em ação: Tallyta competirá pela terceira vez, enquanto Vera Lúcia será estreante

    A força, a persistência e a disciplina de Tallyta e Vera Lúcia garantiram a participação delas no campeonato mais importante da categoria

    O pole sports, variação do pole dance, combina movimentos técnicos e artísticos em barras verticais. A prática não é reconhecida como esporte pelo Comitê Olímpico Internacional (COI), mas movimenta campeonatos brasileiros oficiais há 8 anos e mundiais, há 4. Em novembro do ano passado, as brasilienses Tallyta Torres e Vera Lúcia garantiram um lugar na disputa internacional e, agora, concentram-se nos últimos preparativos para viajar a Londres e defender as cores do Brasil.

    O caminho até a conquista da vaga na competição, que ocorrerá em 23 e 24 de julho, exigiu disciplina, força e criatividade das praticantes. Tallyta Torres, 25 anos, experimentou o exercício em 2012. Por ser artista circense, teve interesse imediato pela atividade. Após algumas pesquisas, ela conheceu o pole em dupla. Como a modalidade não existia em Brasília, Tallyta aprendeu os movimentos sem a ajuda de instrutores. “Vi alguns vídeos na internet e chamei uma amiga para tentar realizá-los comigo. Nós trabalhávamos juntas no circo e queríamos fazer algumas apresentações inovadoras”, conta.

    A experiência com modalidades aéreas e os conhecimentos de sua primeira parceira também a ajudaram a desenvolver um bom desempenho na prática. “À época, a minha dupla era da ginástica acrobática, e eu trabalhava com aparelhos, como tecido, trapézio e lira no circo. Assim, conseguimos transferir muitos movimentos do nosso dia a dia para as barras”, relata.

    Enquanto isso, Vera Lúcia, 23, trabalhava na academia. Uma colega mostrou o pole dance a ela e, algum tempo depois, a convidou para dar aulas em seu estúdio recém-inaugurado. Quando foi apresentada a Tallyta, no Centro Universitário de Brasília, Vera ainda não havia participado de competições, mas suas habilidades provenientes da experiência como cheerleader viriam a trazer um toque especial à coreografia desenvolvida para o Campeonato Brasileiro de Pole Sports.

    Novos desafios
    As jovens decidiram participar do torneio apenas um mês antes da realização. O empenho na elaboração de bons movimentos, os treinos diários e as noites maldormidas renderam um resultado, que, antes, parecia impossível: elas venceram a disputa e tornaram-se as únicas brasilienses a conquistar uma vaga no Campeonato Mundial de Pole Sports.

    Após a classificação, os esforços foram intensificados. Agora, elas precisam desempenhar uma apresentação que se destaque entre os movimentos realizados por praticantes de todos os continentes. Além disso, a dupla enfrenta um empecilho: Vera se mudou para os Estados Unidos a trabalho; por isso, as brasilienses tiveram de criar um cronograma de treinamentos um pouco incomum. “Terminamos a coreografia antes da viagem, mas, para praticarmos mais, a Tallyta virá pra cá ainda neste mês e eu irei a Brasília no próximo”, conta Vera.

    Apesar da distância, Tallyta acrescenta que tem se dedicado bastante para desempenhar a performance mais importante de sua vida. “Tenho meus exercícios com o circo três vezes por semana, o que me ajuda bastante na preparação, porque as valências físicas usadas são parecidas. Realizo trabalhos físicos todos os dias e, por fim, treino o pole”, comenta.

    A perseverança não é em vão. A disputa mundial exige apresentações impecáveis. As coreografias, que duram 4 minutos, mostram 11 movimentos obrigatórios, além de as características que devem ser idealizadas por cada par. As ações em barras diferentes são, obrigatoriamente, sincronizadas, e as componentes da dupla necessitam, ainda, executar, juntas, atividades no poste fixo e no giratório. Movimentos de força, flexibilidade, queda e equilíbrio também são avaliados. “O torneio é bem complicado.Lá, as coisas funcionam como na ginástica. Começamos com a nota máxima, e ela vai diminuindo, de acordo com cada erro cometido”, destaca Tallyta.

    Apesar das dificuldades, as brasilienses demonstram confiança. “Treinamos bastante e vamos dar o nosso melhor. Esperamos que tudo saia perfeito”, avalia Vera. Este será o terceiro campeonato mundial de Tallyta Torres e o primeiro de Vera Lúcia.

    Para saber mais - Do circo para as competições
    O pole dance se originou nos anos 1920, no início da grande depressão americana, quando circos viajavam de cidade em cidade. Em uma das apresentações, as dançarinas usavam o poste que segurava a tenda. Com o passar dos anos, o show se transferiu para os bares noturnos como espetáculo burlesque. As dançarinas faziam a performance, utilizando um bastão com a ponta almofadada. O primeiro registro de pode dance como se conhece hoje data de 1968, com a performance de Belle Jangles, no Clube Mugwump, em Oregon, nos Estados Unidos. O pole dance moderno passou a ser documentado somente a partir dos anos 1980 no Canadá e nos EUA. Na década de 1990, a atriz Demi Moore lançou o filme Strip Tease (foto), o que ajudou a popularizar ainda mais a dança. A partir do ano 2000, o pole dance se desenvolveu em outros gêneros, como o pole fitness (exercício) e o pole sports (competição). As informações são do blog Pole Amor.


    Fonte; Correio Braziliense – Foto: Ed Alves/CB/D.A.Press

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