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  • quarta-feira, 4 de maio de 2016

    País em crise, mas olímpico

    Dilma acende a tocha e a entrega à bicampeã olímpica Fabiana, do vôlei. Revezamento vai durar três meses
    Ao receber a tocha olímpica, presidente Dilma Rousseff afirma que Brasil será capaz de sediar jogos com brilho, apesar das dificuldades. Mais tarde, disse que é "vítima de fraude"

    Ao dar a largada na corrida da tocha olímpica no Brasil, a presidente Dilma Rousseff — que enfrenta um processo de impeachment no Congresso — afirmou que a crise política não afetará a celebração do grande evento esportivo no país. “A tocha olímpica será recebida com alegria em todas as cidades do nosso imenso Brasil. Em todas essas cidades por onde passar, vai deixar claro que a Olimpíada se dá em cada canto desse país”, discursou Dilma.

    “Sabemos as dificuldades políticas que existem em nosso país hoje. Conhecemos a instabilidade política. O Brasil será capaz de, mesmo convivendo com um período difícil, muito difícil, verdadeiramente crítico, da nossa história e da história da democracia do nosso país, saberá conviver, porque criamos todas as condições para isso, com a melhor recepção de todos os atletas e de todos os visitantes estrangeiros”, afirmou, minutos antes de acender a tocha.

    "Esses decretos fora feitos por demandas minhas? Não, não fui eu que pedi para eles saírem”
    (Dilma Rousseff, presidente da República)

    Ao mencionar os momentos de crise, Dilma ainda alegou que o povo saberá “defender a democracia”. “Tenho certeza que um país cujo povo sabe lutar pelos seus direitos e que preza e sabe proteger sua democracia é um país onde as Olimpíadas terão o maior sucesso nos próximos meses”, disse. “Nós sabemos que o que vale, como disse o Thiago (atleta olímpico), o que vale é a luta. E nós sabemos lutar.”

    A presidente ressaltou a dedicação do governo na preparação dos atletas brasileiros e que o legado ficará para as próximas gerações. “A cidade do Rio de Janeiro receberá, como legado, um importante conjunto de obras de mobilidade, que vão facilitar muito o deslocamento pela cidade dos cariocas e dos milhões de turistas que visitam a cidade maravilhosa, e isso, sem dúvida nenhuma, ficará de legado para a população do Rio e do Brasil”.

    Dilma acendeu a tocha e a entregou à bicampeã olímpica Fabiana, do vôlei, que desceu a rampa do Palácio do Planalto dando início ao revezamento. O revezamento da tocha no Brasil vai durar três meses e se encerrará em 5 de agosto, no Rio de Janeiro.

    O governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, enalteceu a emoção trazida pela chegada da tocha. “São esses sonhos que nos movem, acalentados na força da esperança”, afirmou. “A partir de hoje, Brasília, o Rio de Janeiro e o Brasil são uma casa só. Uma família chamada humanidade.”

    Plano Safra
    Mais tarde, Dilma voltou a defender seu mandato. Em cerimônia no Palácio do Planalto, acusou opositores de fraudarem o processo de impeachment para tomar o caminho mais curto ao poder e acusou o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso de ter assinado 101 decretos suplementares, numa comparação aos seis decretos da gestão dela.

    “A democracia brasileira sofre um assalto, porque querem encurtar o caminho para a democracia. Nesse processo, eu estou sendo vítima de uma fraude, um impeachment sem causa”, criticou.

    Dilma negou responsabilidade pelas decisões. “Esses decretos foram feitos por demandas minhas? Não, não fui eu que pedi para eles saírem”. Dilma voltou a dizer que um dos decretos atendeu a um pedido do Tribunal Superior Eleitoral (TSE); outro, ao Ministério da Educação, além de um de repasse para hospitais.

    A petista afirmou ainda não ter participado da assinatura dos decretos porque essa decisão não seria de responsabilidade dela. “A lei prevê que não é o presidente da República. Eu sou acusada por algo em que sequer estive presente”, acusou.

    Protestos na Esplanada
    A largada do revezamento da tocha olímpica em Brasília, na manhã de ontem, foi marcada por bate-boca entre grupos contra e a favor do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Os dois grupos, com participantes caminhando lado a lado, seguiram os condutores do revezamento.

    O grupo a favor do processo, que tramita no Senado, trazia faixas com a frase “Dilma cometeu crime”, em inglês. Já o grupo contra o processo exibia faixas onde se lia “Não ao golpe”, em diversas línguas, como russo, árabe e inglês.

    A disputa entre os manifestantes, acompanhados pela polícia, não atrapalhou a condução da tocha pela Esplanada dos Ministérios. A polícia acompanha os grupos.

    Temer
    Em frente ao Palácio do Planalto, um grupo de cerca de 50 pessoas ligadas a movimentos estudantis e sociais fez um protesto contra o vice-presidente, Michel Temer, e em apoio ao mandato da presidente Dilma Rousseff. Com cartazes onde se lia frases como “Temer golpista”, os manifestantes gritavam que “não vai ter golpe” e “no Temer eu não confio, não”.

    Após a passagem da Tocha Olímpica pelo Planalto, o grupo conseguiu chegar à base da rampa e foi cercado por policiais.


    Fonte: Naira Trindade – Foto: Minervino Junior/CB/D.A.Press – Correio Braziliense

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