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  • sábado, 4 de junho de 2016

    #FIFAGATE - (FIFA) » Desvio de R$ 100 milhões de renda do Mundial no Brasil

              Blatter e Valcke teriam elaborado contratos ilegais para justificar valores

    A renda obtida pelos antes três principais cartolas da Fifa com a Copa do Mundo no Brasil está sob suspeita e passará a ser investigada pela Justiça da Suíça e dos EUA. Os indícios apontam que Joseph Blatter, Jérôme Valcke e Markus Kattner elaboraram contratos ilegais para justificar o desvio de quase R$ 100 milhões gerados no Mundial de 2014. Em cinco anos e em diversos outros contratos e salários, os três dirigentes da Fifa garantiram para si mesmos cerca de US$ 80 milhões (R$ 284 milhões).

    Na noite de quinta-feira, a Fifa foi alvo de mais uma operação de busca e apreensão, com milhares de páginas sendo levadas pela polícia suíça. O Ministério Público em Berna confirmou a ação indicando que ela faz parte da operação de combate à corrupção no futebol. No dia seguinte, a entidade respondeu com a revelação da suspeita de enriquecimento ilícito dos principais dirigentes da organização. Os três já estão afastados.

    “As evidências parecem revelar um esforço coordenado pelos três ex-dirigentes da Fifa para se enriquecerem por meio de aumento de salários, bônus de Copa do Mundo e outros incentivos, totalizando US$ 80 milhões em apenas cinco anos”, disse Bill Burck, um dos advogados do escritório Quinn Emanuel e que hoje defende a Fifa.

    Segundo fontes na Suíça, os contratos relativos à Copa no Brasil chamam em especial a atenção dos investigadores. Blatter, por exemplo, recebeu US$ 12 milhões (R$ 42,46 milhões) por sua contribuição para realizar o torneio no país em 2014. O valor, porém, era quatro vezes o salário anual dele. Valcke, que chegou a sugerir que o Brasil recebesse um “chute no traseiro” para agilizar a organização do Mundial, recebeu mais US$ 10 milhões (R$ 35,38 milhões), contra US$ 4 milhões (R$ 14 milhões) para Kattner. Assim, somariam US$ 26 milhões (R$ 93 milhões) em prêmios e bônus.

    São as condições impostas nos contratos, porém, que abriram as suspeitas de que tenham sido forjados apenas para justificar os pagamentos. Todos eles foram assinados no mesmo dia, 19 de outubro de 2011. Blatter autorizou o pagamento para Valcke, enquanto era o próprio Valcke quem assinava a autorização para o dinheiro que iria para Blatter. No caso de Kattner, o contrato foi assinado por Blatter e Valcke.

    O valor pago aos dirigentes é superior até mesmo aos prêmios dados às seleções que participaram da Copa. Apenas a Alemanha, campeã, recebeu mais que os cartolas. Em quarto lugar, o Brasil levou US$ 18 milhões.

    Outro aspecto examinado é a transferência do dinheiro que deveria ir para o futebol e que, segundo a apuração, terminou nas contas dos executivos.

    De cada nove dólares gastos no Mundial, oito foram procedentes de recursos públicos brasileiros. Mas a mesma Copa que foi paga pelo contribuinte gerou uma renda inédita para a Fifa, de US$ 5,7 bilhões. Oficialmente, a entidade explicava que esse dinheiro seria revertido ao futebol, inclusive com um fundo de legado ao país de US$ 100 milhões.


    Fonte: Caderno “Super Esportes” – Correio Braziliense – Foto: Tasso Marcelo/AFP.

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