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  • quarta-feira, 10 de agosto de 2016

    RESPOSTA DO CORONEL AO SINDICALISTA

    Por Wellington Corsino

    Na última assembleia promovida pelo SINPOL-DF, no dia 8/8, o presidente do Sindicato, Rodrigo Fernandes Franco, mais conhecido como Gaúcho, falou para os presentes que “os coronéis da Polícia Militar do DF estão tentando jogar areia no nosso movimento”, como se os coronéis da PMDF fossem o maior entrave para que a PCDF não conseguisse a paridade com a Polícia Federal.

    Prezado Gaúcho, permita-me chamá-lo assim. Em momento algum a PMDF se constitui num entrave para que a Polícia Civil consiga a paridade almejada, que, para seu conhecimento, nós, da PMDF, achamos mais que justa. Em recente reunião de todas as associações da PMDF com o Deputado Wellington Luiz, propusemos fazer nossas reinvindicações salarias de forma conjunta com os sindicatos da PCDF. Achamos que unidos somos mais fortes e aumentamos em muito nosso poder de pressão.

    Sou parte de uma geração de oficiais da PMDF que temos inúmeros amigos na Polícia Civil e sempre nos respeitamos e mantivemos um alto grau de cooperação institucional e interação pessoal. Fiz parte do grupo de lobby das Polícias Militares na Assembleia Nacional Constituinte (ANC) e sugerimos uma união com o grupo de pressão dos Delegados naquela ANC, pois se continuássemos desunidos não iríamos ter sucesso nas nossas postulações institucionais. E essa união possibilitou o capítulo da segurança pública que está, até hoje, vigente na Constituição Federal. Definimos nossas atribuições institucionais de forma que, no final da prestação dos nossos serviços, a sociedade fosse a principal beneficiária.

    A redação final da Constituição impôs uma ação complementar das duas instituições policiais. Da mesma forma que achamos justas as pretensões salariais da Polícia Civil, temos o direito de ter nossas pretensões e, nada mais justo, que as duas instituições tenham uma política salarial igualitária. Que um Coronel tenha salário igual a um Delegado Especial e que o Soldado tenha um salário igual a um Agente. O que essa equivalência iria ser prejudicial à PCDF?

    Se a PCDF e a PMDF são as duas Polícias do Distrito Federal, não vejo por que um líder sindical destilar ódio entre as duas instituições, pois além de ser um desserviço para a sociedade e para as organizações policiais é algo que vai influir na qualidade dos serviços oferecidos pelas duas instituições à cidadania. Temos que trabalharmos unidos, com o mesmo foco, de forma sistêmica e em permanente colaboração para agregarmos qualidade na segurança pública do Distrito Federal. Acho uma atitude imprópria e sem propósito alguém achar que existe hierarquia entre as instituições, que uma deve ganhar mais e a outra ganhar menos ou que uma possa ser mais importante que outra. Isso seria uma completa insanidade. O trabalho da Polícia Civil depende muito do nosso trabalho e vice versa.

    Esse discurso de ódio e de separação de classes está sendo banido da nossa politica e você quer ressuscitá-lo justamente no seio das nossas instituições policiais? Ontem tive o prazer de ler o manifesto dos Delegados e antigos Diretores Gerais da PCDF. Esse documento deve se constituir num aprendizado para sua atuação sindical, Gaúcho.

    A mensagem foi clara e forte, porque tinha nexo lógico, nexo legal e institucional, além de ter uma elegância própria para um operador da segurança pública. Por último, vou lhe deixar um conselho, Gaúcho: mire-se nos exemplos de seus velhos camaradas, tais como o Evaldo Carneiro, Milton Barbosa, Laerte Bessa, Paulo de Almeida, Cleber Monteiro, José Fernandes, Ari Sardela, Celso Ferro, Flamarion, Mauro Cezar, Cesinha (da gaita), Fábio Barcelos, Cavalheiro, Vieira, Sebastião, Ângelo Neto, Teodoro, João Batista, Debora Menezes, Marta, Eurípedes, André Vargas, Onofre Morais, Crisanto, Robson, Orlando lima Junior e Coutinho do IC e tantos outros que construíram a PCDF e deixaram esse legado para vocês e para a cidadania.

    Por favor, Gaúcho, não jogue isso tudo no ralo para justificar insucessos ou quaisquer outras coisas. Vamos esquecer esse discurso de ódio e de radicalismo. Vamos nos unir, pois unidos seremos mais fortes para conseguirmos o que for melhor para as nossas instituições e a segurança pública do Distrito Federal. O seu inimigo não somos nós da PMDF, nem o nosso são vocês da PCDF. Os nossos verdadeiros antagonistas são aqueles que infringem a lei e a ordem pública!


    (*) Wellington Corsino do Nascimento – Cel RR PMDF - Presidente da ASSOR

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