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  • sábado, 19 de novembro de 2016

    Proibição desrespeitada


    Vista área do Lago Paranoá – Foto: Reprodução/Internet
    O volume baixo do Lago Paranoá, típico do período de estiagem, e a temperatura alta desta época do ano também ajudaram na proliferação das cianobactérias no Lago Paranoá. Entretanto, a poluição não assustou alguns usuários. Embaixo da ponte Honestino Guimarães, uma família inteira aproveitava para tomar banho nas águas durante a manhã de ontem. Ao serem questionados sobre a contaminação, os banhistas afirmaram saber do ocorrido, mas garantiram não se preocupar.
    Há também quem duvide da extensão da poluição. Gilmar Ferreira Gomes, 49 anos, mais conhecido como Gilmarzinho Pescador, vive da pesca há 40 anos. “Não tenho estudo, a minha vida eu ganho com a natureza. Aprendi o que eu faço com 8 anos e não parei desde então”, afirma. Natural de Minas Gerais, o homem chegou a Brasília há três anos. “Nesta época, sempre aparecem peixes mortos. Não vai ser agora que vou parar”, desafia.
    Morador de uma invasão próxima do lago, Gilmarzinho conta que só tem essa fonte de renda. “Pego peixe a semana inteira e vendo para os compradores que vem aqui.” De acordo com o pescador, são mais de 30kg capturados diariamente. “Temos um grupo de 20 pessoas que vivem disso. Esse negócio de contaminação não pode ser verdade.” Ele explica que os interessados compram a mercadoria e comercializam em feiras. “Meu único medo é de proibirem nosso trabalho. Se isso acontecer, espero que o governo não deixe a gente desamparado.”

    Fonte: Correio Braziliense

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