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  • sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

    #POLÍTICA » Buriti mira as eleições 2018

    Correligionários e aliados do governador Rodrigo Rollemberg se articulam em busca de cargos com mais visibilidade no primeiro escalão do GDF a fim de ganhar pontos com o eleitorado. A previsão é de que disputem as urnas pelo menos seis assessores do chefe do Executivo

    *Por Helena Mader, 


       Igor Danin Tokarski secretário adjunto de Relações Institucionais e Sociais (PSB)

    Enquanto partidos aliados cobram do governador Rodrigo Rollemberg mais espaço no primeiro escalão do Executivo local, correligionários exigem cargos de maior visibilidade para aumentar o contato com o eleitorado. A 18 meses da próxima disputa, os secretários que miram a eleição de 2018 se dedicam ao trabalho com um olho nos resultados e outro nas urnas. Pelo menos seis assessores diretos de Rollemberg devem concorrer no ano que vem. Alguns pleiteiam mudanças de cargo na reforma do secretariado, prevista para o fim do mês. Entre os administradores regionais, também há vários interessados na corrida eleitoral.

    Dentro do PSB de Rollemberg, é grande a pressão para que seus filiados tenham espaço privilegiado no governo. Os defensores dessa tese justificam a barganha pela dura derrota que o partido sofreu em 2014, nas eleições proporcionais. Graças às negociações que privilegiaram a chapa majoritária, a legenda do governador não fez nenhum deputado distrital ou federal.
                                       André Lima secretário de Meio Ambiente (Rede)

    A chegada do partido ao Palácio do Buriti trouxe dificuldades nas negociações com a Câmara Legislativa. Hoje, o PSB tem dois distritais: Juarezão e Luzia de Paula, que se filiaram ao longo da atual legislatura. Mas a cúpula socialista defende que o partido precisa se dedicar à construção de nominatas e coligações competitivas que garantam a participação da sigla no Legislativo entre 2019.

    Presidente regional licenciado do PSB, o secretário de Cidades, Marcos Dantas, sempre privilegiou o trabalho de bastidor, mas, em 2018, será candidato pela primeira vez. A tendência é que ele dispute uma cadeira de deputado federal, mas qualquer definição dependerá de arranjos partidários que só devem ser fechados no próximo ano. Ele defende o reforço e a preparação da legenda para a disputa. “Temos dois deputados fortes e vamos trabalhar para reelegê-los. Mas também queremos trazer gente nova para fazer uma nominata forte. Além disso, contamos com nomes que têm bastante voto, como nosso suplente, Roosevelt Vilela”, diz. Dantas, que começou no GDF como secretário de Articulação Política, passou pelo comando da pasta de Mobilidade e agora é responsável pela gestão de todas as regiões administrativas, área com mais visibilidade.
                                    Jaime Recena secretário adjunto de Turismo (PSB)

    Anseios
    Outros dois nomes do partido que integram o governo atualmente terão participação garantida nas eleições do ano que vem. Jaime Recena, secretário adjunto de Turismo, disputou uma vaga de deputado federal em 2014 e conquistou 13,2 mil votos, o quarto mais votado da coligação. O secretário adjunto de Relações Institucionais e Sociais, Igor Tokarski, também concorreu a federal no último pleito, mas analisa a possibilidade de brigar por um mandato na Câmara Legislativa. Ele teve 7,1 mil votos em 2014.

    Igor conta que, no último pleito, optou pela vaga de federal porque atuava no Congresso Nacional. “Eu trabalhava com relações governamentais e conhecia bem a agenda do Congresso. Mas nos últimos anos, me aprofundei muito nos temas locais, conhecendo detalhes da máquina pública e os anseios da população, além das metas que o DF deve alcançar para retomar seu crescimento. Com isso, me sinto apto a concorrer a deputado distrital”, explica o integrante do PSB. “Mas qualquer definição ainda depende de entendimentos dentro do partido, sob a liderança do governador. Estou à disposição para sair candidato”, explica Tokarski.
                               Leila Barros secretária de Esporte, Turismo e Lazer (PRB)

    O secretário adjunto de Relações Institucionais é um dos que podem mudar de cargo na reforma do secretariado, ganhando um cargo com maior visibilidade popular. Porém, as nomeações ainda aguardam acertos políticos e dependem das eleições para as comissões permanentes da Câmara Legislativa, marcadas para a próxima quinta-feira. Rodrigo Rollemberg costurou as indicações para a presidência dos colegiados e, depois da traição sofrida na disputa pela Presidência da Câmara, o chefe do Executivo local decidiu esperar o desfecho da briga pelas comissões para anunciar as mudanças no primeiro escalão do Palácio do Buriti.

    Representante do PDT no governo, o secretário adjunto de Trabalho, Thiago Jarjour, quer ser candidato a distrital. “A minha meta é pavimentar etapa por etapa, degrau por degrau. Por isso, pretendo concorrer a distrital. Tenho uma construção próxima do deputado Joe Valle e minha tendência é permanecer no PDT. Tenho uma boa relação com o Georges Michel (presidente regional) e com o Carlos Lupi (presidente nacional do partido)”, argumenta Jarjour. No PDT, o candidato mais forte é o deputado distrital Reginaldo Veras, que tem um mandato bem avaliado dentro da sigla. Mas o chefe da pasta de Trabalho aposta em uma nominata forte, para que o partido conquiste ao menos duas vagas.
                                          Marcos Dantas secretário de Cidades (PSB)

    No primeiro escalão, outros dois nomes são cotados para a disputa de 2018. O secretário de Meio Ambiente, André Lima, da Rede Sustentabilidade, é aliado da ex-senadora Marina Silva e disputou um mandato de federal há três anos, conquistando 14,6 mil votos. Leila Barros, que comanda a pasta de Esporte e Lazer, deve ser um dos principais nomes do PRB para a corrida eleitoral do próximo ano.

    Administrações
    Como as administrações regionais foram loteadas entre deputados distritais, a tendência é que a maioria não concorra com os próprios padrinhos políticos. Os administradores ligados ao PSB, entretanto, devem ser candidatos em 2018 — a maioria à Câmara Legislativa. É o caso do administrador do Plano Piloto, Marcos Pacco, que em 2017 fez 27,9 mil votos para deputado federal. Integrantes do PSB defendem a nomeação de Pacco para um cargo com maior visibilidade em todo o Distrito Federal ainda neste semestre a fim de fortalecer seu nome junto ao eleitorado.
                                  Thiago Jarjour secretário adjunto de Trabalho (PDT)

    O administrador do Lago Norte, Marcos Woortmann, é um dos nomes da Rede Sustentabilidade com força para a corrida eleitoral de 2018. A delegada Jane Klébia Reis acumula o comando de três cidades: Sobradinho, Sobradinho 2 e Fercal. Com essa força nas cidades da região norte do Distrito Federal, ela deve concorrer a algum cargo. Entre os nomes do PSB estão, ainda, Waldir Soares Cordeiro, administrador do Paranoá, Evanildo da Silva Macedo, da SCIA e Estrutural, além de Alessandro Paiva, administrador do Lago Sul. Como não são vinculados a nenhum distrital, esses filiados ao partido do governador devem compor a nominata do partido.



    (*) Helena Mader – Fotos: Ed Alves/CB/D.A.Press – Ana Rayssa-Esp/CB/D.A.Press – Carlos Moura/CB/D.A.Press – Rodrigo Nunes-Esp/CB/D.A.Press- Correio Braziliense 

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