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  • domingo, 12 de março de 2017

    À QUEIMA-ROUPA: Rafael Prudente Deputado distrital (PMDB)

    Rafael Prudente
    Deputado distrital (PMDB)

    O MP está propondo uma transação penal para evitar uma denúncia contra o senhor por prevaricação na sua atuação na CPI dos Transportes. Pretende aceitar?
    Estamos ainda analisando o processo. Mas não cometi nenhum tipo de crime, nem ilicitude. Fizemos um relatório de quase cem páginas no final da CPI com as nossas sugestões, colocando alguns pedidos de correção, como cancelamento de bacias, auditorias e a implantação do contrato em 100% de sua capacidade, para melhorar todo o sistema.

    O senhor é um deputado do PMDB, e a CPI dos Transportes investigou uma área que estava sob o comando do presidente do seu partido, o ex-vice-governador Tadeu Filippelli. Há, obviamente, uma relação política com ele. No seu trabalho da CPI, houve algum favorecimento a ele, evitando que fosse investigado? É isso que o inquérito aponta...
    Primeiro, vamos deixar claro que nem no parecer da CPI, nem na proposta de indiciamento do Ministério Público foi citado o nome do ex-vice-governador Tadeu Filippelli. Ele sequer foi investigado pelo MP ou pela CPI. Obviamente, quando há uma gestão do PT com o PMDB, que implantou um novo modelo de transporte público, é natural que o presidente de um partido defenda as suas posições técnicas. 

    Filippelli municiou o seu trabalho, passou informações sobre a licitação e o contrato do transporte durante a CPI?
    Como foi a implantação de um sistema complexo no governo anterior, ele defendia o projeto com unhas e dentes, a todo momento, em qualquer reunião partidária, qualquer tipo de encontro do partido, seja oficial ou não. 

    Para um deputado distrital, o fato de aceitar uma transação penal pode ser um sinal público de que há algo a esconder?
    Aceitar uma transação penal é uma admissão de culpa. Por eu ter a certeza e a convicção de que não cometi nenhum crime e que fiz um trabalho benfeito, minucioso, em que dei o meu melhor, não tenho por que confessar um crime que não cometi.

    O senhor é um parlamentar em primeiro mandato, começando a vida política, mas carrega um sobrenome, Prudente, de uma história que marcou a cidade, a Caixa de Pandora. Isso atrapalha o seu trabalho?
    Em momento nenhum, fui questionado, seja na campanha eleitoral, seja no meu mandato hoje. As pessoas faziam, principalmente no início do nosso mandato, um comparativo entre o jeito de um e o jeito do outro. Mas, em momento nenhum, fui questionado por ser filho do ex-deputado Leonardo Prudente.

    Nas escutas ambientais da Operação Drácon, o deputado Cristiano Araújo comenta que pediu ajuda a seu pai para que ele intercedesse a favor dele no seu trabalho como corregedor da Câmara Legislativa. Isso aconteceu? Seu pai pediu para que o senhor beneficiasse algum deputado?
    A gente não leva em consideração conversa de terceiros. Mas, como tem uma relação de pai para filho e a gente conversa sobre vários assuntos, política, religião, futebol, ele me relatou que, num encontro casual, que não foi na casa dele, numa festa, onde estava o deputado Cristiano, num determinado momento, a mulher dele comentou com Cristiano: “nossa, política dá muitas voltas. É inexplicável. Analisando os fatos: há algum tempo, existia uma operação (Caixa de Pandora) em que o corregedor era o deputado Raimundo Ribeiro, e Bispo Renato fazia parte da Comissão de Ética. Agora, acontece uma operação em que essas mesmas pessoas estão vinculadas e correm o risco de o filho do meu marido ter de julgá-los". Foi feita apenas uma análise. Mas quem conhece meu pai sabe que ele não usaria aquelas palavras coloquiais que foram ditas na gravação que apareceu.

    No processo da deputada Liliane Roriz, você recomendou o arquivamento até decisão em segunda instância. Houve um pedido de Tadeu Filippelli para que isso ocorresse dessa forma?
    Não. Segui a minha consciência. Ser corregedor é muito difícil, até porque não sou delegado, não sou promotor de Justiça nem juiz. Mas na Câmara é preciso entender um pouco de tudo e ser, em determinados momentos, um julgador também. Acredito que dei o meu melhor. Deixei o meu legado ali. Foi um grande aprendizado para mim analisar um processo da deputada Liliane Roriz, filha do ex-governador Joaquim Roriz, que fez história na nossa cidade.


    Por Ana Maria Campos – Coluna “Eixo Capital” – Foto: Bruno Peres -Esp/CB/D.A.Press – Correio Braziliense 

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