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  • sábado, 29 de julho de 2017

    MEIO-AMBIENTE » A praça dos Ipês-Amarelos

    Ipê-amarelo florido perto da Rodoviária do Plano Piloto, onde será inaugurada a segunda Praça da Cidadania

    *Por » Jéssica Eufrásio

    Será inaugurado, na manhã de hoje, o segundo espaço da capital dedicado exclusivamente à árvore-símbolo do Distrito Federal. Com mais de 600 exemplares da planta, ele visa promover o respeito e a segurança no trânsito

    O Distrito Federal ganha, hoje, um espaço para deixá-lo ainda mais colorido daqui a alguns anos. A partir das 8h, acontece a cerimônia de abertura oficial da segunda praça do projeto Brasília, Capital do Ipê, resultante da parceria entre Correio, Rede Globo, Governo de Brasília e a empresa Digital Group. A Praça da Cidadania, que terá o trânsito como tema, fica atrás do Teatro Nacional e abrigará cerca de 600 exemplares de ipês-amarelos. O evento de inauguração contará com shows, food trucks, atrações educativas, além de uma exposição de carros antigos.

    O projeto Brasília, Capital do Ipê visa promover a construção de quatro praças de ipês em diferentes regiões do DF. Cada uma terá exemplares de um mesmo tipo da árvore e um tema específico: paz, trânsito, respeito e amor. Em março do ano passado, o primeiro espaço inaugurado foi a Praça da Paz, com aproximadamente 160 ipês-brancos, no Parque da Cidade.
    Um dos idealizadores do projeto, o vice-presidente de criação da Digital Group, Wesley Santos, conta que os temas escolhidos nasceram do que se espera construir diante das dificuldades do dia a dia. “Fizemos uma pesquisa e detectamos que o ipê é um dos símbolos afetivos do DF. Por isso, o projeto busca trazer esse raciocínio de comunidade e sociedade. Além de embelezar as cidades, a gente promove ocupação urbana. A ideia é que este seja apenas o início, porque o plano é continuar”, enfatiza.

    Em relação à Praça da Cidadania, Wesley diz que a proposta de ter o trânsito como tema é conscientizar a população a respeito da responsabilidade de cada um na melhora do sistema. “A gente tem de enfrentar todos esses assuntos. Todo mundo quer um trânsito melhor, mas pouca gente está, de fato, disposta a dar preferência ao outro. Será que não somos nós quem devemos dar o primeiro passo?”, questiona.

    Proteção
    Há cerca de 200 mil exemplares de ipês só no Plano Piloto. Em todo o DF são 600 mil. Graças ao Decreto Distrital nº 14.783/1993, essas árvores passaram a fazer parte do conjunto de espécies arbóreo-arbustivas tombado como patrimônio ecológico da capital. O corte ou remoção de qualquer exemplar do grupo é proibido sem a prévia autorização da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti).

    Técnico em telefonia, João Batista, 55 anos, mora no Distrito Federal há 37 e acredita que os ipês assumem uma função estética única na capital. Baiano, ele fica fascinado com a vegetação do cerrado. “Todo ano, como tem essa secura, os ipês dão um ar mais bonito ainda à cidade. Acho tudo maravilhoso. Gosto desse clima e não tenho vontade de sair daqui. Quem gosta de árvores, como eu, ama esse lugar”, ressalta.

    Meteorologia
    Além de oferecerem recursos para animais nos períodos críticos como o da seca, os ipês  permitem a previsão do início das chuvas. Eles liberam flores durante a estiagem e os frutos aparecem quando o período chuvoso está prestes a começar. Especialista em botânica e professor do curso de ciências biológicas da Universidade Católica de Brasília (UCB), Luciano Coelho explica que, poucas semanas antes do início das chuvas, os frutos da planta – estruturas semelhantes a vagens – se abrem e o vento transporta as sementes pelo ar.

    A dica para saber quando haverá precipitação, portanto, é se guiar pelos ipês. “Por mais que a gente ache que não vai chover, assim que os frutos se abrem e as sementes são lançadas, em duas semanas, no máximo, chove. As plantas se guiam pelas temperaturas, taxas de umidade e duração dos dias. A chuva é determinante para que elas possam germinar. E elas não erram, senão perdem o investimento”, ensina o professor.

    Luciano Coelho diz não ser possível estabelecer um período exato do florescimento de cada espécie. Assim como acontece com outras plantas, tudo depende da quantidade de nutrientes que o vegetal acumulou. O processo pode favorecer o florescimento de mais de uma espécie ao mesmo tempo, ou mesmo de todos os tipos.

    Programe-se

    Inauguração da Praça da Cidadania
    Data: Sábado - Hoje, 29/7
    Horário: 8h
    Local: Eixo Monumental, atrás do Teatro Nacional
    Censura livre. Entrada gratuita

    Onde ficam

    Praça da Paz
    Espécie: Ipês-brancos
    Tema: Paz mundial
    Local: Parque da Cidade, estacionamento 7
    Situação: Inaugurada

    Praça da Cidadania
    Espécie: Ipês-amarelos
    Tema: Trânsito
    Local: Eixo Monumental, atrás do Teatro Nacional
    Situação: Inauguração hoje

    Praça do Respeito
    Espécie: Ipês-roxos
    Tema: Tolerância e respeito à diversidade
    Local: Taguaparque, próxima à administração do parque
    Situação: Prevista para outubro

    Praça do Amor
    Espécie: Ipês-rosas
    Tema: Amor ao próximo
    Local: Sobradinho, Quadra 3
    Situação: Prevista para março de 2018

    PARTICIPE DA CAMPANHA #MISSÃOIPÊ
    Brasília ainda está na temporada de florescimento dos ipês-roxos, então aproveite essa oportunidade para fotografar as árvores e participar da campanha #MissãoIpê. Mais de 1,8 mil cliques já foram registrados com a hashtag no Instagram e, toda segunda-feira, os melhores são publicados na conta oficial do Correio (@correio.braziliense). Lembre-se de deixar seu perfil aberto para que as imagens fiquem no modo público. Participe!

    Atenção à espécie de flores verdes
    Durante 10 meses do ano, em média, os ipês inundam o Distrito Federal e as redes sociais com as mais variadas cores. Mesmo assim, uma das espécies não ganha tanto destaque assim. Pela semelhança entre as flores e folhas da planta, os ipês-verdes passam despercebidos até pelos observadores mais atentos. Ao contrário dos demais tipos, as folhas dos ipês-verdes não caem no período de floração, e é esse fato que dificulta a identificação dos buquês presentes nas árvores.

    A Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap) plantou novos pés de ipê-verde em todo o DF, entre outubro do ano passado e março de 2017. A previsão é de que as variedades já “amadurecidas” da espécie comecem a florir por volta de dezembro. Atualmente, a soma de exemplares desse tipo, cujas alturas podem chegar a até 18 metros, é de aproximadamente 1,3 mil no DF.

    O diretor-presidente da Novacap, Júlio Menegotto, afirma que outros 250 exemplares serão plantados ainda neste ano. “Como elas levam em torno de 10 anos para começar a florir, muitas flores dessas árvores ainda não apareceram. A arborização urbana passou bastante tempo sem plantas que fossem do cerrado e o ipê-verde é um exemplar muito bonito que começamos a inserir em Brasília”, afirma.

    Para o funcionário público Otávio Abreu, 64 anos, os ipês embelezam a cidade de maneira singular. Ele sabe até onde as espécies se encontram, mesmo sem terem florescido ainda. “Perto da Rodoviária do Plano Piloto tem vários (ipês) amarelos. Na via de ligação da L2 Norte com a L2 Sul, há uma fileira de brancos. Na 504 Sul, tem uma rua só de ipês. Não tiro foto, mas estou sempre observando”, conta. Otávio acrescenta que notou o aumento no número de exemplares da espécie no DF, mas nunca avistou o de flores verdes. “Acho legal que se fale disso, porque os ipês são símbolos de Brasília. Eu não sabia que existiam, mas agora vou observar mais.”


    (*)» Jéssica Eufrásio* - Fotos: Ed Alves/CB/D.A.Press – Luis Nova/CB/D.A.Press – Correio Braziliense

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