O IAB (Instituto dos Arquitetos do Brasil) repudiou o anúncio do GDF (Governo do Distrito Federal) da contratação de uma empresa de Cingapura para realizar o planejamento de Brasília pelos próximos 50 anos. O IAB diz estranhar o fato de a contratação ter sido feita, segundo o instituto, sem concurso ou licitação.
Em nota, o presidente do IAB, Sérgio Magalhães, argumenta que o planejamento de uma cidade como Brasília não pode ser realizado por uma empresa que “desconhece a cultura nacional”.
— Corre-se o risco da adoção, na capital do país, de um neocolonialismo cultural, a partir de expressões urbanísticas e arquitetônicas de outro contexto e de outra cultura, normalmente transplantadas de países centrais.
Para o representante do escritório de Oscar Niemeyer em Brasília, o arquiteto Carlos Magalhães, é um "escândalo" o acordo fechado com a empresa de Cingapura.
— O projeto de Brasília foi feito por brasileiros, é reconhecido mundialmente, tanto que se tornou patrimônio da humanidade.
O Ministério Público também informou que está preparando um ofício de pedido de explicações sobre o contrato para o governador Agnelo Queiroz. A partir da resposta, o órgão decidirá se abrirá um inquérito para investigar o caso.
De acordo com o presidente da Terracap (Companhia Imobiliária de Brasília) Antonio Carlos Lins, o projeto foi planejado e baseado de acordo com legislação especifica de licitações.
— É importante deixar claro que o projeto decorre de um acordo de cooperação entre os dois países, firmado com a anuência da Embaixada do Brasil em Cingapura.
O valor do contrato passa dos U$ 4 milhões, que corresponde a cerca de R$ 9 milhões. O acordo foi feito entre o GDF (Governo do Distrito Federal) e uma empresa de Cingapura. No Brasil, o grupo asiático é responsável por obras em Minas Gerais.
A empresa estrangeira virá ao DF fazer um planejamento detalhado que traçará as metas para os próximos 50 anos do DF. Inicialmente serão 18 meses de trabalho. A ideia é ampliar o Polo Jk, em Santa Maria; criar um centro financeiro de São Sebastião; criar a cidade aeroportuária em Planaltina e implantar um polo logístico entre o Recanto das Emas e Samambaia, todas regiões administrativas do DF.
De acordo com o GDF, em cada um desses locais será usado o conceito bairro-parque para que, nessas áreas, as pessoas possam morar, trabalhar, estudar e se divertir. A previsão é que a versão final do projeto seja entregue ao governo em abril de 2014.
Contrato de Minas
Apesar dos comentários da oposição de que o contrato do GDF com a Jurong é bem mais caro do que o de Minas, a história não é bem assim. O o contrato de Minas com a Jurong custou US$ 6,3 milhões em dezembro de 2008. Mas teve um aditivo de mais US$ 2 milhões em 2010.
Há um detalhe importantíssimo. Em Minas, o contrato foi para planejamento macro-estruturante do corredor entre Belo Horizonte e o aeroporto de Confins. Já o contrato assinado pelo GDF é para o planejamento macro-estrutural de todo o DF. E mais: quatro planos estruturais dos pólos de desenvolvimento (cidade aeroportuária, polo logístico, centro financeiro e ampliação do polo JK). Segundo alguns técnicos, comparado ao de Minas, o contrato do DF pode até ser considerado uma pechincha. Com informações do R7.
Em nota, o presidente do IAB, Sérgio Magalhães, argumenta que o planejamento de uma cidade como Brasília não pode ser realizado por uma empresa que “desconhece a cultura nacional”.
— Corre-se o risco da adoção, na capital do país, de um neocolonialismo cultural, a partir de expressões urbanísticas e arquitetônicas de outro contexto e de outra cultura, normalmente transplantadas de países centrais.
Para o representante do escritório de Oscar Niemeyer em Brasília, o arquiteto Carlos Magalhães, é um "escândalo" o acordo fechado com a empresa de Cingapura.
— O projeto de Brasília foi feito por brasileiros, é reconhecido mundialmente, tanto que se tornou patrimônio da humanidade.
O Ministério Público também informou que está preparando um ofício de pedido de explicações sobre o contrato para o governador Agnelo Queiroz. A partir da resposta, o órgão decidirá se abrirá um inquérito para investigar o caso.
De acordo com o presidente da Terracap (Companhia Imobiliária de Brasília) Antonio Carlos Lins, o projeto foi planejado e baseado de acordo com legislação especifica de licitações.
— É importante deixar claro que o projeto decorre de um acordo de cooperação entre os dois países, firmado com a anuência da Embaixada do Brasil em Cingapura.
O valor do contrato passa dos U$ 4 milhões, que corresponde a cerca de R$ 9 milhões. O acordo foi feito entre o GDF (Governo do Distrito Federal) e uma empresa de Cingapura. No Brasil, o grupo asiático é responsável por obras em Minas Gerais.
A empresa estrangeira virá ao DF fazer um planejamento detalhado que traçará as metas para os próximos 50 anos do DF. Inicialmente serão 18 meses de trabalho. A ideia é ampliar o Polo Jk, em Santa Maria; criar um centro financeiro de São Sebastião; criar a cidade aeroportuária em Planaltina e implantar um polo logístico entre o Recanto das Emas e Samambaia, todas regiões administrativas do DF.
De acordo com o GDF, em cada um desses locais será usado o conceito bairro-parque para que, nessas áreas, as pessoas possam morar, trabalhar, estudar e se divertir. A previsão é que a versão final do projeto seja entregue ao governo em abril de 2014.
Contrato de Minas
Apesar dos comentários da oposição de que o contrato do GDF com a Jurong é bem mais caro do que o de Minas, a história não é bem assim. O o contrato de Minas com a Jurong custou US$ 6,3 milhões em dezembro de 2008. Mas teve um aditivo de mais US$ 2 milhões em 2010.
Há um detalhe importantíssimo. Em Minas, o contrato foi para planejamento macro-estruturante do corredor entre Belo Horizonte e o aeroporto de Confins. Já o contrato assinado pelo GDF é para o planejamento macro-estrutural de todo o DF. E mais: quatro planos estruturais dos pólos de desenvolvimento (cidade aeroportuária, polo logístico, centro financeiro e ampliação do polo JK). Segundo alguns técnicos, comparado ao de Minas, o contrato do DF pode até ser considerado uma pechincha. Com informações do R7.

