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  • quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

    À QUEIMA-ROUPA: Joe Valle, presidente da Câmara Legislativa

    Joe Valle, presidente da Câmara Legislativa
    Como será a votação do crédito deR$ 1,2 bilhão no orçamento deste ano, marcada para o próximo dia 15. Ainda haverá discussão sobre as destinações?
    Tenho um compromisso de fazer uma discussão clara de todo o processo. Então, a partir de nove de janeiro, já estarei reunido com os técnicos da Casa. Nós vamos destrinchar todo o processo para explicar para os deputados do que se trata. Efetivamente, nós temos uma escuta muito boa que foi o “Câmara em Movimento”, que elencou uma série de prioridades em termos de obras na saúde, educação e cultura que vamos fazer incluir como sugestão.

    Avaliando o orçamento com a fusão dos fundos de previdência, dá para pensar em reajuste para os servidores?
    Não fiz nenhum estudo mais aprofundado nesse sentido, mas votamos muitas matérias que representam aumento de receita para o governo. Estou fazendo um levantamento de quanto o governo arrecada a mais em função de todos os impostos que votamos na Câmara para ter um posicionamento claro. Mas essa é uma decisão política do Executivo. Me lembro de uma época em que o secretário de Fazenda já tinha equacionado todo o processo de aumento da Polícia Civil e nos colocou claramente na mesa que era uma decisão política do governador. Naquele momento, ele tomou a decisão de não dar o aumento para os policiais civis.

    Este será um ano duro nas relações entre Executivo e Legislativo?
    Não quero dizer nem mais difícil, nem mais fácil. Mas nós vamos dar o tom desse processo. Estamos trabalhando com autonomia e harmonia. Autonomia não significa necessariamente oposição sistemática e harmonia não significa subserviência. Vamos continuar fazendo nossas propostas, fazendo emendas porque acredito que podemos melhorar os projetos que o governo manda.

    Mas em termos de relações entre você e o governador Rodrigo Rollemberg, depois dos embates do fim do ano, dá para dialogar?
    Claro. Sempre dialogo. Tenho uma postura muito conciliadora. Esse é o meu perfil. A minha relação com o Executivo é institucional. Mas não quer dizer que projetos vão entrar de noite e serem votados no outro dia.

    Na campanha, você vai trabalhar contra a reeleição de Rollemberg?
    Estou trabalhando um formato de um grupo que governe Brasília da forma que seja boa para as pessoas. Posso ter o melhor técnico do mundo que ache que tudo deve ser feito de uma forma, mas se não tiver um governo que traga prosperidade, a austeridade pode matar tanto quanto a falta de organização. A gente quer um governo que tenha austeridade no seu DNA, mas que seja próspero.

    Não é este atual governo?
    Não tem sido esse governo que está implantado. Tem excelentes técnicos, sem dúvida nenhuma, excelentes secretários. Mas no meu entendimento, de quem gosta de gestão e acompanha o cumprimento de propostas, não está legal. Isso me leva a buscar a construção de uma nova alternativa.

    Você disse outro dia que está na fila para ser candidato a governador. Essa fila vai andar agora?
    A fila vai andar, não sei se agora. Esclareci também que tinha Jofran (Frejat) na minha frente, o próprio governador, e outras pessoas. Mas a fila está andando e, em nenhum momento, vou tirar meu nome desse processo. Estou pronto, trabalhando para governar essa cidade, não necessariamente como governador. Essa oportunidade não me foi dada no governo Rollemberg, mesmo depois do gesto de eu ter saído da Câmara e ido para a secretaria. Mas não me foi dada a oportunidade de tomada de decisão.


    Ana Maria Campos -  Coluna “Eixo Capital” – Foto: Antonio Cunha/CB/D.A.Press -  Correio Braziliense

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