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EleiçõesDF: Mudanças ainda podem ocorrer - "Paulo Octávio (PP) pretende mesmo concorrer a um mandato de senador e enfrentar eventual impugnação de sua candidatura".


Mudanças ainda podem ocorrer
O prazo das convenções partidárias acabou no último domingo, mas as negociações para alianças eleitorais não chegaram ao fim. Ainda há uma tentativa entre união do deputado Alberto Fraga (DEM/DF), do advogado Ibaneis Rocha (MDB) e da ex-deputada Eliana Pedrosa (Pros). Dificilmente haverá unidade de todos os partidos, mas há chance de mudanças nas chapas anunciadas no fim de semana. O entendimento entre os advogados das legendas que compõem esses grupos é de que, se a convenção delegou às executivas dos partidos o poder para definir as alianças, o prazo fatal para os acordos é 15 de agosto, data final para o registro das candidaturas na Justiça Eleitoral. O advogado Herman Ted Barbosa, especialista em direito eleitoral consultado por vários políticos, é de que a jurisprudência do TSE é pacífica nesse tema. “Nunca mudou, nos últimos 30 anos. É repetida em todas as eleições”, afirma.

Tese jurídica para a candidatura ao Senado
O empresário Paulo Octávio (PP) pretende mesmo concorrer a um mandato de senador e enfrentar eventual impugnação de sua candidatura. Ele consultou advogados e vai brigar por uma tese ainda sem precedentes na Justiça Eleitoral, uma vez que a situação nunca foi tratada. Paulo Octávio vai sustentar que a Lei da Ficha Limpa estabelece que se tornam inelegíveis governadores que renunciarem ao mandato apenas quando houver processo aberto capaz de cassá-lo. O político renunciou ao cargo de vice-governador em fevereiro de 2010. Já havia um pedido de impeachment protocolado na Câmara Legislativa, mas o processo não estava aberto. Dependia ainda de autorização do plenário da Casa, como estabelece o regimento interno.

Vices desconhecidos
Os presidentes do Avante, Paco Britto, e do PR, Alexandre Bispo, estão apenas segurando o assento como candidatos a vice nas chapas de Ibaneis Rocha (MDB) e de Alberto Fraga (DEM), respectivamente. Como as negociações ainda estão a pleno vapor, há possibilidades de mudanças. Até 17 de setembro, 20 dias antes do primeiro turno, podem ocorrer também substituições na chapa, em casos de renúncias, morte ou indeferimento do registro da candidatura. Se não vingarem os novos acordos, no entanto, eles podem ser mantidos nas chapas.

O precedente Luiz Estevão para Lula
O ex-senador Luiz Estevão pode ser um precedente para que a Justiça Eleitoral impeça, no momento do registro da candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que o petista faça campanha mesmo preso e condenado por corrupção. Em 2002, dois anos depois de ter o mandato cassado pelo Senado, Estevão tentou registrar a candidatura, embora estivesse claramente inelegível. Mas a Justiça Eleitoral o impediu de exercer o status de candidato. Seu nome tampouco foi autorizado a constar na urna eletrônica. 

Provocando os adversários
Com o nome da coligação “Brasília de Mãos Limpas”, o governador Rodrigo Rollemberg (PSB) faz uma provocação aos adversários envolvidos em denúncias de corrupção. Mãos Limpas, a operação que atingiu a máfia italiana no início da década de 1990, sempre foi comparada à Lava-Jato, origem da Panatenaico, investigação relacionada ao Mané Garrincha, ao Centro Administrativo do DF, empreendimento habitacional Jardins Mangueiral e a obra do BRT-Sul.

Parceiros
Na noite de domingo, enquanto ainda havia dúvidas sobre para que lado iria o PDT, o candidato do partido à Presidência, Ciro Gomes, bateu o martelo. Em ligação ao governador, ele disse: “O candidato em Brasília será Rodrigo Rollemberg. Eu admiro a lealdade”. O apoio de Ciro foi fundamental para o desfecho pelo qual o governador trabalhou nos últimos meses. 

GDF vai liberar PMs para segurança de ministros do STJ
A Polícia Militar do DF firmou um convênio com o Superior Tribunal de Justiça (STJ) para a cessão de policiais militares que ficarão encarregados da segurança da corte e dos ministros. Os soldos dos PMs serão pagos pelo GDF e o STJ arcará com as gratificações e funções comissionadas. O convênio, assinado pelo governador Rodrigo Rollemberg e pela presidente do STJ, Laurita Vaz, além do comandante-geral da PM, Marcos Antônio Nunes, vale por 60 meses. 


Ana Maria Campos – Coluna “Eixo Capital” – Fotos: Blog-Google   - Correio Braziliense




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