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Museu de Arte de Brasília exibe o design de Sergio Rodrigues

Museu de Arte de Brasília exibe o design de Sergio Rodrigues. Mostra destaca criador do mobiliário de Brasília; peças históricas ficam em exposição até o dia 31 de março. Nesta sexta (18), o livro homônimo da exposição será lançado, às 17h, e distribuído gratuitamente

Erguidas sob a ótica modernista, as edificações monumentais de Brasília trazem em si inovações no diálogo entre arte e arquitetura. Da fachada ao interior, esse caminho tornou-se singular a ponto de instigar o tipo de mobiliário que se utilizaria nos salões e gabinetes dos palácios e repartições públicas. É na ocupação desse amplo espaço vazio que surgiu o nome de Sergio Rodrigues (1927-2014), arquiteto carioca que desenhou peças únicas para a criação da nova capital.

Uma parte desse acervo está em cartaz no Museu de Arte de Brasília (MAB), na exposição Sergio Rodrigues e o Mobiliário Moderno da Universidade de Brasília, até 31 de março, com patrocínio do Fundo de Apoio à Cultura (FAC). São quatro peças desenhadas e confeccionadas para a inauguração da UnB, projeto afetivo para o criador, que virou a madrugada para montar as poltronas do auditório, para a inauguração em 21 de abril de 1962. Na sexta (18), o livro homônimo da exposição será lançado, às 17h, e distribuído gratuitamente.


“Somente uma poltrona não ficou pronta a tempo, mas Sergio tratou de ficar em pé, escondendo o lugar vazio”, relembra o idealizador e curador da exposição, o arquiteto e urbanista José Airton Costa Junior. “Você não sabe o que é Brasília, Brasília se faz tudo na hora”, comentou Rodrigues à época.


“A presença de Sérgio Rodrigues é indissociável da história de Brasília como cidade modernista. Por isso, cada vez mais, se faz necessário todo o esforço para a preservação da memória desses nomes pioneiros e suas obras”, diz o curador José Airton Costa Junior

Sergio Rodrigues tornou-se reconhecido internacionalmente em 1961 ao ganhar o primeiro prêmio no Concorso Internazionale del Mobile, em Cantu, na Itália, com a famosa Poltrona Mole.

As peças em exposição no MAB são as poltronas Lia e Kiko e as cadeiras Lúcio Costa e UnB. Em comum, os materiais utilizados são de madeiras brasileiras, couros e palhas naturais, num design que buscava inovações dos meios de produção

As peças em exposição no MAB são as poltronas Lia e Kiko e as cadeiras Lúcio Costa e UnB. Em comum, os materiais utilizados são de madeiras brasileiras, couros e palhas naturais, num design que buscava inovações dos meios de produção, o progresso tecnológico e a descoberta e utilização de novos materiais.

(*) ~~~~  Acesse aqui o catálogo oficial de Sergio Rodrigues.


José Airton destaca que, do ponto de vista conceitual, os móveis que Sergio Rodrigues desenhou para Brasília atenderam completamente ao que foi exigido à época. Não poderiam ser móveis com características clássicas, rebuscados e cheios de ornamentos.


Embora as primeiras peças de Sergio tivessem como características formas mais leves e delicadas, foi a robustez de algumas de suas criações que acabou por tornar sua obra reconhecida internacionalmente como representativa de brasilidade. Mesmo essa característica de robustez se adequou perfeitamente aos novos espaços brancos e vazios de Brasília – basta citar os imensos e pesados bancos Eleh, em madeira jacarandá, que ainda hoje compõem o terraço do Palácio Itamaraty”, destaca.


Cidade-acervo: Brasília é o território representativo do acervo de Sergio Rodrigues. Além do  quantitativo, a construção da cidade o fez redimensionar a escala de criação e fabricação e, consequentemente, acelerar o ritmo de seu trabalho. Ele saiu de uma produção artesanal para uma industrial de móveis em larga escala. ( Poltronas Lia e Kiko, em exposição no Museu de Arte de Brasília)


“Os anos de 1960 eram marcados por poucos recursos tecnológicos direcionados ao design, e foi esse momento que o fez partir para experimentações como a utilização do metal, principalmente o aço cromado, combinado à madeira, ao couro e às fibras naturais”, pontua José Airton.


“A presença de Sérgio Rodrigues, e de tantos outros artistas, arquitetos e designers que participaram da implementação da cidade, é indissociável da história de Brasília como cidade modernista. Por isso, cada vez mais, se faz necessário todo o esforço para a preservação da memória desses nomes pioneiros e suas obras”, aposta.


Sergio Rodrigues em Brasília: – Teatro Nacional Cláudio Santoro: as poltronas originais amarelas na Sala Martins Pena, de 1966, e as poltronas verdes da Sala Villa-Lobos, de 1981. – Palácio do Planalto (salões nobres, mezanino, salas de espera, gabinete presidencial e salas de trabalho da Presidência da República):  poltronas e bancos Vronka, de 1962; poltronas Beto, de 1958; cadeiras Tião, de 1959, poltronas Navona, de 1960, e cadeiras Kiko, de 1964. * Brasília Palace Hotel (móveis que existiam antes do incêndio de 1978 ou atualmente locados no Museu Vivo da Memória Candanga): mesas para os salões e poltrona Stella, de 1956. * Palácio Itamaraty (saguões dos gabinetes, gabinetes de ministros e terraço): mesas e bancos Eleh, 1965; mesa Itamaraty, de 1960; cadeiras Kiko, de 1964; poltrona Oscar, de 1956; e grandes expositores em jacarandá e vidro, de 1962. * Palácio da Alvorada (salas de reuniões): uma variação, feita pela OCA de Sergio Rodrigues, da cadeira Cantu, de 1959. * Câmara dos Deputados: sofás e poltronas Beto, de 1958; poltrona Oscar, de 1956; cadeiras Tião, de 1959; mesa Rangel, de 1965; mesas Vitrines, de 1958, e estantes variadas.* Cine Brasília: as poltronas originais. – Há ainda mobiliário espalhado por ministérios e até residências da cidade. * Mobiliário de Sergio Rodrigues para a Universidade de Brasília


Serviço: Exposição Sergio Rodrigues e o Mobiliário Moderno da Universidade de Brasília - Museu de Arte de Brasília (SHTN, trecho 01, Vila Planalto polo 03, Lote 05) - Em cartaz até 31 de março, com entrada franca
Visitação de quarta a segunda, das 10h às 19h - Sexta-feira (18), às 17h, lançamento do livro da mostra – distribuição gratuita - ~~~ (acesse a leitura online aqui)


Galeria de Fotos: - (   https://bit.ly/3qhNNtr   )


Agência Brasília - Com informações da Secretaria de Cultura – Governo do Distrito Federal


 

 

 

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