O que foi decidido pelos líderes em relação à
instalação de CPIs? Quais serão instaladas? Os líderes da Casa decidiram cumprir o regimento
interno e instalar as CPIs que já haviam sido pedidas, protocoladas e com
assinaturas coletadas desde o ano passado. Duas CPIs serão instaladas, sendo a
mais recente de dezembro de 2023, e as outras duas do início do ano passado
(ICMS, violência contra a mulher e Rio Melchior). Todas foram lidas em plenário
e estavam aguardando o momento certo para serem abertas.
A criação de novas CPIs foi uma manobra da base
governista para impedir a instalação da CPI da Saúde? Quanto à criação de uma nova CPI, não houve
manobra, o regimento da Casa prevê que deve haver ordem para a instalação das
CPIs de acordo com seu protocolo. Já havia três CPIs protocoladas e assinadas,
apenas aguardando abertura. A demora ocorreu devido ao tempo dedicado à CPI dos
atos democráticos, que durou oito meses e tomou praticamente o ano todo, para
evitar desgaste adicional das comissões e dos deputados.
Por que não investigar falhas na saúde agora? Sobre as falhas na saúde, estamos investigando e
todos os deputados concordam que deve haver mudanças. No entanto, o campo mais
adequado para investigar essas falhas é a polícia e o Ministério Público, e não
a CPI, que, muitas vezes, perde credibilidade, como vimos na dos atos
antidemocráticos. Apesar de os elementos probatórios para indiciar G. Dias e
Flavio Dino, o indiciamento foi retirado a pedido do governo federal, mostrando
a interferência política.
O governador Ibaneis Rocha reagiu nesta semana
batendo na oposição e nos governos que o antecederam. Acha que esse vai ser o
estilo agora? Em relação
ao governador Ibaneis Rocha, a esquerda na Câmara Legislativa do Distrito
Federal tem adotado uma postura extremamente política para desgastar o governo,
principalmente após a indicação da vice-governadora Celina como candidata à
sucessão dele.
Por que criar uma CPI da Violência contra a Mulher
se recentemente a Câmara Legislativa promoveu uma CPI do Feminicídio? A nova CPI da Violência contra a Mulher,
protocolada no ano passado, aborda temas que vão além do feminicídio, que é a
fatalidade máxima contra a mulher. No ano anterior, a Câmara aprovou 48 leis
beneficiando as mulheres, o que demonstra a importância dessa pauta para nós. A
CPI do feminicídio, realizada pela CLDF no passado, se limitou ao ponto fatal
do crime, sem trazer qualquer efetividade. A prova disso é que, em 2023, o
Distrito Federal registrou um recorde de feminicídios. Portanto, pretendemos investigar
além do feminicídio, abordando os estágios anteriores e todos os tipos de
agressões contra as mulheres, sejam elas físicas ou psicológicas.
O senhor vai participar de alguma CPI? Reitero que não houve manobra na criação dessas
CPIs. A minha, por exemplo, foi protocolada em dezembro do ano passado, muito
antes da apresentação da CPI da Saúde pela esquerda em junho deste ano. Não
tenho como prever o futuro, apenas trabalho com fatos e necessidades presentes.
Quanto a participação isso será discutido com o meu bloco que é composto por
mim e o deputado Pepa. Como participei da última entendo que a prioridade de
participação da próxima é dele, mas ainda discutiremos isso.
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