A perseguição política no Brasil, especialmente contra
indivíduos associados aos atos de 8/1, atingiu um novo e perturbador nível, com
relatos de que a "ditadura da toga" teria resultado na tortura de um
recém-nascido. Trata-se da família do humorista Bismarck, do canal Hipócritas,
que, apesar de ter sido solto por falta de indícios do financiamento dos atos
antidemocráticos, ainda enfrenta restrições severas, incluindo o uso de
tornozeleira eletrônica.
Bismarck, que não estava no Brasil em 8 de janeiro –
encontrava-se na Itália e foi preso no Paraguai a trabalho –, passou mais de
dois meses na cadeia sob a acusação de financiar os eventos. Um relatório da
Polícia Federal, no entanto, afirmou que "não foram encontrados indícios
minimamente razoáveis para confirmar que Bismarck tenha financiado atos do 8 de
janeiro". A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu sua soltura com
base neste relatório, mas ele permanece em um "limbo jurídico",
sujeito a uma série de restrições por mais de dois anos, incluindo o
monitoramento por tornozeleira eletrônica, proibição de usar redes sociais e de
sair de casa além de um raio limitado.
Recentemente, Bismarck obteve autorização do ministro
Alexandre de Moraes para acompanhar sua esposa na maternidade para o nascimento
de seu filho. No entanto, a central de monitoramento dos presos com
tornozeleira em Santa Catarina não desligou o alarme do dispositivo. Segundo os
advogados do humorista, o alarme disparou em alto volume a cada cinco minutos
durante uma madrugada inteira dentro do centro cirúrgico e, posteriormente, no
quarto da maternidade.
Essa situação impediu o sossego do recém-nascido, da
mãe que acabara de dar à luz e do próprio Bismarck. O humorista tentou, sem
sucesso, enrolar a tornozeleira em um cobertor e contatou a central de
monitoramento e uma assistente social via WhatsApp várias vezes na madrugada,
implorando para que o alarme fosse desligado, pois o bebê estava sendo
"torturado". Os advogados de Bismarck informam que o volume era tão
alto que, provavelmente, incomodou até mesmo quem estava nos quartos vizinhos.
Após o ocorrido, o ministro Alexandre de Moraes teria solicitado explicações à
central de monitoramento, mas ainda não há resposta.
Padrão de perseguição e inquéritos absurdos: Este incidente é apontado como mais um exemplo de perseguição política "desenfreada" contra adversários do atual presidente da República, apoiado por ministros do STF. Os inquéritos ilegais e abertos de ofício, perduram há seis anos e podem atingir qualquer opositor de Lula.
Outro caso é o do jovem advogado Lucas Brasileiro, que
esteve em Brasília em 8 de janeiro para um concurso público e participou de uma
manifestação. Ele foi tratado como um monstro no velório de sua avó,
acompanhado por policiais fortemente armados, sendo impedido até mesmo de
abraçar sua mãe em um momento de profunda dor.
Há relatos de "centenas de casos"
semelhantes, incluindo crianças sem alimento porque seus pais, provedores,
estão presos a tornozeleiras eletrônicas e não podem trabalhar. Manifestantes
pacíficos estão sendo acusados de golpe de estado, enquanto os que efetivamente
depredaram sequer foram investigados, e alguns estariam nos prédios antes da
chegada dos manifestantes. A demanda é clara: quem não vandalizou precisa ser
liberado imediatamente.
Luta por justiça e liberdade de imprensa: Diante de tanto abuso, setembro é visto como um momento crucial para reafirmar o compromisso com a justiça, a liberdade e a verdade no Brasil. A necessidade de lutar para garantir a liberdade de censura e o regime instalado no país é enfatizada.
A sociedade deve se manifestar e pressionar deputados
e senadores para que Hugo Mota, presidente da Câmara, coloque em votação o
projeto de anistia e Davi Alcolumbre, presidente do Senado, paute o pedido de
impeachment do ministro Alexandre de Moraes.


