Confirmado: ocorre nesta segunda-feira (15) um grande
depoimento na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS que apura
o desvio de bilhões de reais e teria atingido milhões de idosos e até crianças
com doenças graves, beneficiários da Previdência. Vai depor o careca do INSS, o
Antônio Carlos Camilo Antunes.
Consta que ele concordou em depor porque quer se
defender. Então, ele vai ter que contar. E a gente sabe que ele não é
funcionário da Previdência nem do governo. Obviamente, para fazer tudo o que
fez ao lado de seu sócio, Maurício Camisote - já preso -, era necessária a
contrapartida dentro do governo. Não tem como alguém achar que alguém de fora
fez tudo, sem contrapartida dentro do governo, sem dividir o dinheiro.
E teve muito dinheiro envolvido, porque foram
apreendidos, segundo informações, carros de luxo: um Bentley e uma Ferrari. É
bom a gente lembrar que a Polícia Federal estava investigando o caso e o
ministro Dias Toffoli pediu todos os inquéritos, não sei a troco de quê. Ele
não era o relator. O Procurador-Geral da República reagiu: “Opa, peraí.
Queremos um relator para tocar isso”. Houve sorteio e o caso foi para as mãos
do ministro André Mendonça, e aí o processo passou a andar. Já são dois presos
e um advogado com pedido de prisão negado pelo ministro Mendonça.
O processo avançou e agora há um prato cheio de
investigações. A Associação dos Aposentados Mutualistas para Benefícios
Coletivos é apontada como principal beneficiária, mas há muita gente envolvida.
Vamos esperar. Este pode ser um grande momento. Vejo algo maior que a Lava
Jato, maior que o Mensalão. Aliás, falando em Mensalão, o careca do INSS lembra
Marcos Valério, até no perfil físico. Ele parece ser apenas um eixo, mas muita
gente ainda deve aparecer.
Lula elogia Supremo no NY Times: O presidente Lula publicou um artigo de opinião no jornal New York Times neste domingo (14). Ele elogiou o Supremo por condenar o ex-presidente Jair Bolsonaro, que, segundo ele, orquestrou uma tentativa de golpe de Estado em 8 de janeiro de 2023.
Lula disse no texto que está orgulhoso do Supremo.
Criticou Trump afirmando que está usando tarifa e a Lei Magnitsky para buscar
impunidade de Bolsonaro. Continuou defendendo o Supremo, dizendo que a justiça
não é “caça às bruxas”, nem está perseguindo as big techs americanas.
E depois disse que é desonesto chamar regulação de redes de censura. Então eu
vou ser desonesto agora: eu digo que querem regular as redes para fazer censura
política, porque já existem os meios de combater discurso de ódio, pornografia,
agressão a crianças e adolescentes. O Estatuto da Criança e da Adolescente, o
Código Penal, está tudo lá, é só aplicar. Não precisa fazer censura, porque,
aliás, a censura é proibida pela Constituição. É impossível pela Constituição,
a menos que esta seja desrespeitada.
Movidos pelo ódio: Uma outra questão que eu queria comentar é o caso daqueles que festejaram o tiro, que era para ser na cabeça, mas pegou no pescoço, do Charlie Kirk, um religioso, pai de família, pai de duas filhinhas.
Eu me pergunto, pergunto a vocês: quem festeja um
crime de violência? Não é igualzinho ao assassino? É movido pelo mesmo ódio,
pelas mesmas emoções, os mesmos sentimentos do assassino. É isso que precisamos
considerar com tristeza. Mas esse ódio vem sendo pregado há muito tempo.
Lembrem-se de Marilena Chaui gritando: “eu odeio a classe média”. Ou de Mauro
Iasi, no encontro do PT, citando Bertolt Brecht, dramaturgo comunista, ao
dizer: “uma boa espingarda, uma boa bala para botar esse fascista no paredão,
uma boa pá para fazer uma boa cova para ele”. Esses são exemplos da pregação de
ódio repetida por anos e anos.
O ódio que a gente vê nas universidades não é só com o
advogado Jeffrey Chiquini. Qualquer aluno que entre em uma universidade federal
com uma camisa de outra cor que não seja o vermelho vai sofrer esse ódio. Põe o
verde e amarelo para ver o que acontece. Põe a camisa da seleção que é
expulso. É o ódio que é pregado. O ódio é o oposto do principal mandamento do
cristianismo, que faz parte da nossa cultura judaico-cristã, que é o amor. O
ódio é o oposto.



