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  • domingo, 15 de maio de 2016

    Um grito de alerta - ( Hospital de Base do Distrito Federal )

    Um grito de alerta

    Já se vão 56 anos. Com a criação da nova capital do Brasil, ainda em 1957 foi planejado o sistema de saúde de Brasília. Surgiu, então, o plano de programar a assistência médica no DF com a construção de um hospital de base, hospitais distritais, hospitais rurais, unidades satélites e uma colônia hospitalar. O Hospital Distrital tinha, por objetivo, dar assistência médica, cirúrgica e obstétrica, além de incorporar atividades de emergência, serviços de ambulatório e medicina preventiva de rotina.

    No Hospital Distrital seriam concentradas todas as especialidades e equipamentos de alta precisão, facilitando, pela concentração de especialistas e respectivos meios, uma assistência de alto padrão.

    Com essa visão, inaugurou-se, em 12 de setembro de 1960, o Primeiro Hospital Distrital de Brasília-HDB.

    Daquela data para cá, com o excelente serviço prestado, tornou-se centro de referência para as Regiões Centro-Oeste, Norte e Nordeste em atendimento médico, pois mandavam seu corpo clínico para fazer cursos de especialização na França, Inglaterra, Estados Unidos, voltando todos com uma bagagem profissional de peso, o que passavam para o ensino a aos médicos internos e residentes, oriundos de vários estados do Brasil.

    Em 1976, o Hospital Distrital de Brasília (HDB) assumiu o papel de Hospital de Base previsto no plano original, por conta do atendimento especializado e de altíssima qualidade que prestava à população, passando a denominar-se Hospital de Base do Distrito Federal, passando a atender patologias de alta complexidade (terciárias). Os hospitais, agora regionais e não mais rurais, passaram a atender patologias de média complexidade (secundárias), e os centros de saúde, criados a partir dessa proposta, seriam responsáveis pela atenção primária.

    Estudantes solicitam campo de estágio para internato médico; como campo de estágio, atende vários convênios da Secretaria de Saúde com instituições de ensino superior e médio, recebendo em suas dependências estudantes de cursos de medicina, enfermagem, nutrição, fisioterapia, odontologia e psicologia.

    Ali, bem no centro nervoso da cidade, está ele (foto) tentando manter o seu porte imponente e grandioso, como quando foi inaugurado, em 12 de setembro de 1960.

    Infelizmente, como todos sabemos e sentimos, relata uma leitora desta coluna: “as mudanças que ocorreram naquele espaço, ao longo dos anos criaram cercas, limitaram entradas e caminhos, sem estudo, sem planejamento, sem a preocupação de facilitar o trânsito dos usuários do hospital para atendimento ou visita a algum familiar” conta. Descaracterizaram-no e deixaram-no deteriorar.

    A vida dos acompanhantes por lá tem sido um caos. Segundo a leitora, quem entra dificilmente sai e, quem sai, dificilmente entra, mesmo se foi apenas comprar uma garrafa d’água. Os caminhos escuros, que conduzem ao prédio principal, da internação, têm calçadas irregulares, disformes e perigosas, degraus, cercas. Os vigilantes são poderosos, grosseiros e as filas enormes que se formam para as visitas não oferecem prioridade para idosos, deficientes, gestantes”, conta, garantindo que é obrigatória a presença de um acompanhante, mas não existe por lá sequer uma cadeira “decente para ele se sentar ou dormir”.

    Segue-se, então, a cada linha da carta da leitora, um manancial de queixas, de observações, de relatos, de situações, que deixam aqueles frequentadores antigos, como eu, que frequentava aquele hospital e conhecia todos os seus cantinhos, corredores, escadas e elevadores (que funcionavam). Lembro-me que todos diziam que, se algo nos acontecesse em matéria de doença ou acidente, que fossemos levados para aquele hospital. Tal a qualidade do serviço e a capacidade do corpo clínico.

    Depois de ler todo o relato da leitora, com riqueza de detalhes, no tocante à limpeza, manutenção, cujos detalhes me abstenho de relatar, recaiu sobre mim uma grande tristeza e nostalgia e saudade do orgulho que a gente tinha de poder citar o então Hospital Distrital de Brasília, como um modelo e exemplo.

    Partindo do princípio de que quando a gente quer a gente consegue lutar para atingir todas as metas, consertar o malfeito, voltar aos bons tempos e lutar para recuperar um lugar como aquele, para onde convergem milhares de pessoas a cada ano, em busca da saúde perdida, a população de Brasília pede clemência e sonha com um lugar onde poderá ter o consolo de ser atendido com o respeito que merecem, com o carinho que esperam encontrar, com a solução que somente os que lá estão, de jalecos brancos, podem dar.


    Por: Jane Godoy – Coluna 360 Graus – Correio Braziliense – Foto/Ilustração: Blog - Google

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