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  • domingo, 28 de maio de 2017

    Vamos tirar as carroças das ruas?

    Vamos tirar as carroças das ruas?

    *Por Jane Godoy

    Uma das coisas que mais me encantam e emocionam é observar o trabalho árduo e insalubre dos catadores  nos lixões, que deveriam em sua totalidade, ser substituídos por organizados aterros sanitários.

    Já existe tecnologia e há inúmeros recursos para que isso seja instalado, proporcionando a essas pessoas um trabalho digno e limpo. Roupas apropriadas, luvas e botas, gorros e máscaras que protejam os pulmões do perigoso chorume eliminado pelos detritos em decomposição e consequentes odores exalados durante o trabalho.

    Diante dessas pessoas tão indispensáveis quanto o ar que respiramos, me vem sempre a reflexão: o que seria de nós, da cidade, do estado, do país, se não fossem eles? A resposta vem tão rápida quanto necessária. Basta observarmos o caos que acontece na cidade quando há greves dos lixeiros.

    Certa vez, em Brasília, foi cogitada a implantação de pequenas carretas, contendo baús puxados por motocicletas, para substituir as carroças puxadas por animais que, mal alimentados, magros e, muitas vezes, de idade avançada, são obrigados a circular entre o trânsito intenso das ruas, às pressas, com a mesma destreza e agilidade dos carros que os cercam por todos os lados.

    Sem conseguir tal proeza, com as carroças improvisadas e construídas artesanal e precariamente, com restos e lascas de tábuas descartadas nas obras, os pobres animais são açoitados com violência e gritaria, para evitar que os motoristas apressados e impacientes não os repreendam. Isso sem falar na lotação dessas carroças, que andam cheias de tudo o que os catadores conseguem recolher dos containers. Quanto mais caixas de papelão, garrafas, papel, latas, maior fica o orçamento familiar.

    Ainda não vimos as tais carretas puxadas por motos. Ao contrário, vemos catadores com carroças precárias, puxadas por tração animal.

    O sonho de vê-los com veículos registrados, com placas, coletes e sinalizadores fluorescentes ainda continua. Brasília merece ter em suas ruas o gosto de ver os indispensáveis catadores valorizados por tamanho cuidado.

    Para que isso funcione de verdade e a curto prazo, sugerimos que seja feito um levantamento de toda a população trabalhadora, cuja soma poderá ser patrocinada por empresas da cidade que, doando uma ou mais motocicletas e suas carretas, venham com as suas logomarcas estampadas nos veículos.

    Uma ação social que transmite dignidade e respeito aos trabalhadores que cuidam do meio ambiente e de suas famílias.


    (*) Jane Godoy – Coluna 360 Graus – Foto: Monique Renne/CB/D.A.Press – Correio Braziliense

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